Cidades
Pol�cia identifica adolescentes acusados de assalto
FELIPE FARIAS A polícia identificou e localizou os dois outros jovens de classe média que participaram de um assalto à mão armada na Ponta Verde, na última sexta-feira. Eles foram intimados a comparecer hoje à tarde à Delegacia de Roubos e Furtos para prestar depoimento. Apesar disso, a polícia cogita a participação de um número maior de envolvidos, totalizando de oito a dez jovens no grupo que vem realizando as ações criminosas há pelo menos sete meses. Todos são moradores do próprio bairro, considerado o mais ?nobre? de Maceió. Os dois foram apontados por José Nilton de Oliveira Neto, o rapaz que portava a pistola usada para roubar o relógio de José Roberto Gali, no ataque cometido em frente a uma agência bancária do bairro. José Nilton foi preso em flagrante e recolhido a uma das celas da Delegacia de Roubos e Furtos da Capital. Um dos envolvidos apontados por ele foi identificado como Bruno e teria fugido do local, após o assalto. O outro não teve o nome revelado pelo delegado Cícero Lima. ?Este não teria participado diretamente do assalto?, disse o delegado, confirmando a versão apresentada pela vítima. Ao denunciar o caso, Gali informou à polícia que o roubo foi praticado por dois jovens. Mas, após ser preso, José Nilton denunciou um terceiro envolvido. Segundo o delegado, o enquadramento ou não desse outro rapaz dependerá do que a polícia colher do depoimento de Bruno que, segundo Lima, deve ser indiciado pelo mesmo crime. O assalto ocorreu no início da manhã de sexta-feira. Gali foi abordado pela dupla e teve de entregar seu relógio. Mas pediu ajuda e seguiu os infratores. Após ele denunciar o caso à polícia, agentes da Operação Policial Litorânea (Oplit) identificaram o prédio onde Nilton entrou, situado na Rua Mário de Gusmão, a poucas quadras da praia. Ele foi preso em casa, num apartamento de sétimo andar. As vítimas do grupo são moradoras do próprio bairro onde moram os infratores, e o assalto de sexta-feira foi oficialmente a ação mais violenta do grupo até o momento, por ter sido à mão armada. Na verdade, outros componentes já haviam cometido ação semelhante contra uma advogada, há pouco mais de duas semanas. Após ser abordada, ela teve o carro levado, ?depenado? e abandonado em seguida. Mas, como não quis prestar queixa, a ação não foi oficializada. As demais ações, segundo o delegado, se resumiam a furtos e roubos de itens como relógios e aparelhos de celular. Segundo Cícero Lima, desde fevereiro, quando assumiu a delegacia, vem recebendo informações sobre as ações do grupo, composto por filhos de famílias de classe média, destinadas a obter dinheiro para compra de entorpecentes. ?Tudo isso é por causa da droga?, diz o delegado.