Cidades
Greve dos banc�rios preocupa correntistas
DORGIVAL JUNIOR A continuação da greve dos bancários ? sem previsão de quando será encerrada ? está causando transtornos aos correntistas que, por exemplo, têm contas a apagar. Em Alagoas, as informações sobre possíveis alternativas para solucionar os problemas, de acordo com gerentes ouvidos pela GAZETA DE ALAGOAS, é que os clientes devem fazer os pagamentos via internet e com os agentes bancários, além das agências dos Correios e casas lotéricas. Outra saída são os caixas eletrônicos que também podem receber pagamentos. Os bancos informaram que a Fenaban não repassou circular determinando qualquer tipo de orientação sobre a greve no que diz respeito às contas e títulos que estejam vencendo no período em que estiver transcorrendo a paralisação. Avanço Segundo dados do sindicato da categoria, em Alagoas a greve obteve um avanço entre as instituições privadas. Das 25 agências existentes em Maceió, 16 aderiram ao movimento. Na assembléia realizada pelos grevistas, ontem à noite, também foi constatado que todas as agências da Caixa Econômica Federal, em Alagoas, paralisaram suas atividades em 100%, enquanto alguns funcionários do Banco do Brasil no interior do Estado ainda resistem em participar da mobilização. ?O movimento cresceu junto às instituições privadas. Deixamos as agências do Centro e conseguimos parar algumas localizadas nos bairros do Farol, Ponta Verde e Jaraguá?, disse Sérgio Braga, presidente do Sindicato dos Bancários. Demissões Ele informou ainda que nenhum incidente foi registrado durante o segundo dia de greve, apesar dos bancários terem intensificado a mobilização nas agências privadas. ?O temor da demissão é muito grande. Os bancários têm receio de perder seus empregos caso venham a aderir ao movimento por reajuste salarial?, frisou. O movimento, que está sendo realizado em todo o país, vem se espalhando e atingindo 24 dos 27 estados da federação. Apesar da força que a paralisação dos bancários vem obtendo, a Federação Brasileira das Associações de Bancos (Fenaban) não sinalizou com uma nova proposta com os grevistas, defendendo um reajuste de apenas 8,5% e mais R$ 30,00 para os bancários que ganham até R$ 1.500.