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Peritos comprovam fraude

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Uma das principais provas contra o diretor do Cefet, Mário Jorge Jucá, foi produzida por peritos da Polícia Federal. Durante meses, os peritos da PF analisaram portarias e documentos do Cefet. Eles tiveram acesso a mais de 600 portarias assinadas pelo diretor Mário César Jucá e conseguiram elementos para comprovar a suposta participação do diretor do Cefet na fraude contra o concurso. ?Os peritos comprovaram que o diretor Mário César Jucá utilizou uma portaria, número 245, de 29 de maio de 1993, referente ao afastamento do próprio Mário César da presidência da comissão do concurso público. Essa portaria não foi publicada no Diário Oficial ou no Boletim de Serviço da escola. O número da portaria utilizada é o mesmo usado na portaria que credenciou Lúcio Soley Lomonaco para assinar convênio referente a recursos para a continuidade de obras da unidade da escola em Marechal Deodoro? , explicou Joacir Avelino. Acesso às provas No inquérito da Polícia Federal, de acordo com Avelino, funcionários do Banco do Brasil de Palmeira dos Índios e um funcionário do Cefet do Paraná, confirmam que Jucá foi o responsável pelo recebimento dos cadernos de provas que foram retirados do cofre da agência do BB em Palmeira dos Índios. Ele teria tido acesso às provas do concurso de que sua esposa participava como candidata. O delegado Avelino concluiu que a esposa de Jucá, Maria Augusta, fez a sua inscrição no concurso utilizando a documentação de solteira, onde assinava como Maria Augusta Cunha Lima, mesmo com seus documentos já retificados no prontuário da Polícia Civil. Por utilizar esse recurso, Maria Augusta Jucá foi denunciada por falsidade ideológica. (G.F.)

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