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Nº 5716
Cidades

D�vida: renegocia��o dever� ser decidida na segunda-feira

O Tesouro Nacional define até a próxima segunda-feira se aceita renegociar a rolagem da dívida de Alagoas, como foi autorizado recentemente pelo Senado. Segundo informações surgidas durante o dia de ontem, a operação, que envolve também a rolagem das Letr

Por | Edição do dia 19/04/2002 - Matéria atualizada em 19/04/2002 às 00h00

O Tesouro Nacional define até a próxima segunda-feira se aceita renegociar a rolagem da dívida de Alagoas, como foi autorizado recentemente pelo Senado. Segundo informações surgidas durante o dia de ontem, a operação, que envolve também a rolagem das Letras Financeiras do Tesouro Estadual (no valor de R$ 1,2 bilhão), pode ser rejeitada pela equipe econômica. Segundo o presidente do Instituto de Terras de Alagoas (Iteral), Roberto Paiva, que iria participar de uma reunião ontem a tarde com o governador e trabalhadores sem terra, Ronaldo Lessa teve que viajar às pressas para Brasília, a fim de conversar com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, que vem se posicionado contra a renegociação da dívida. Deputados da bancada federal de Alagoas, contatados ontem pela reportagem, também disseram ter ouvido a informação, mas não a confirmaram oficialmente. O secretário da Fazenda, Sérgio Dória, que vem acompanhando e coordenando a negociação, negou que o ministro Pedro Malan tenha se posicionado contra a rolagem. “Pelo contrário, o quadro é otimista”, afirmou. De acordo com ele, o governador foi a Brasília não para tentar sensibilizar a equipe econômica, mas para participar de uma convenção do seu partido, o PSB. A informação de que Lessa foi conversar com Malan também se choca com dado obtido ontem no Ministério, segundo o qual o ministro está viajando há vários dias. A renegociação da rolagem da dívida permite ao Estado de Alagoas reduzir o comprometimento da sua receita para quitar as parcelas de pagamento, além de aumentar o período de carência. Serão usados até 15% da receita líquida real, no período de 30 anos. A rolagem das Letras do Tesouro Estadual, segundo o governo, permite que Alagoas pague os títulos com deságio, fazendo entrar cerca de R$ 360 milhões nos cofres do Estado. Alguns dos impedimentos para essa operação são as ações que existem na Justiça questionando a validade das letras.

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