Cidades
Exclus�o social agrava problema
Alagoas possui o maior índice de concentração de renda do país e, em Maceió, a exclusão social atinge 52% da população. Pode não parecer, mas esses indicadores refletem em problemas como a falta de regularização fundiária vigente na capital. ?Quanto maior a concentração de renda, maior a quantidade de pobres e, sobretudo, a amplitude da pobreza, que não é homogênea; não inclui só quem não tem renda, mas quem tem renda precária para suas necessidades?, diz a professora do Departamento de Serviço Social da Ufal, Terezinha Falcão Freire. Ela coordenou nos anos de 1998 e 1999 a pesquisa que definiu o quadro de exclusão social em Alagoas e apurou este último percentual, ?que pode ter aumentado; estamos atualizando a pesquisa agora?, adverte. Os reflexos do primeiro indicador são variados: provocam o êxodo rural, que resulta no inchaço das cidades e fazem com que essas populações de baixa renda acabem sendo expulsas para as periferias, para grotas, encostas e áreas verdes, e criam um contingente de habitantes que não têm atendidas necessidades humanas consideradas básicas, como acesso à educação, ao trabalho e à renda, dos quais decorrem, segundo ela, os demais, como acesso à saúde, transportes e lazer. ?Na maioria das vezes, essa expansão é tão ampla e rápida que o poder público acaba sem poder atender às necessidades básicas da população?, explica. Para ter um padrão básico de vida, é preciso que os moradores tenham atendidas algumas dessas necessidades. Entretanto, a irregularidade da condição de moradia impede qualquer iniciativa nesse sentido.