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Rombo na Sesau chega a quase R$ 11 milh�es

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PLINIO LINS O montante desviado por um esquema de fraudes em contas da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) no Banco do Brasil (BB), em Alagoas, chega a quase R$ 11 milhões. A informação foi obtida pela GAZETA junto a fontes que participam diretamente das investigações. O esquema está sendo investigado por sindicâncias internas da própria Secretaria de Saúde e do Banco do Brasil, por inquérito aberto pela Polícia Federal (PF), e agora também pelo Ministério Público Estadual (MPE). O promotor Sidrack Nascimento, que conduz as investigações no Núcleo da Fazenda Pública e Sonegação Fiscal do MPE, não confirma nem desmente esse novo valor para o desfalque, mas disse não ter dúvidas de que o montante até aqui estimado ? R$ 3,5 milhões ? ?pode ser multiplicado algumas vezes?. Quantas vezes? ? indagou a GAZETA. ?Estamos investigando?, limitou-se a responder o promotor. No BB, silêncio Em Brasília, a Diretoria de Governo do Banco do Brasil ? que investiga o esquema e já enviou auditores à Superintendência do BB em Alagoas ? evita falar em valores precisos. Ontem à tarde, por telefone, a GAZETA pediu à assessora dessa diretoria, Lourdes Baldez, que informasse se o banco, nas suas investigações, já trabalha com a estimativa de ?quase 11 milhões? para o desvio. Ela disse que levaria o assunto à diretoria, que é colegiada. Meia hora depois, em novo contato por telefone, Lourdes Baldez informou que havia levado o assunto ao gerente-executivo da Diretoria de Governo do BB, Edgard Mendes, e este lhe dissera que o banco ?está recolhendo informações, inclusive as veiculadas em reportagens da GAZETA sobre o assunto, e não pode confirmar valores?. Multiplicando A primeira estimativa do valor desviado foi de R$ 500 mil, feita pelo secretário Álvaro Machado, em 20 de julho, quando anunciou, em entrevista coletiva, a descoberta do desvio e a demissão do primeiro suspeito no caso: o ex-chefe de Contabilidade da Sesau, Eduardo Martins Menezes, que nega tudo. Com o desenrolar das investigações, foram sendo descobertos novos desfalques praticados pelo esquema. O número de pessoas supostamente envolvidas também foi se ampliando. A estimativa de R$ 3,5 milhões, que estava ?consolidada? há cerca de um mês, foi ficando para trás. Um desfalque de R$ 11 milhões significa cerca de 10% de todo o dinheiro que a Secretaria de Saúde movimenta durante um ano em suas contas no Banco do Brasil.

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