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Caso Vianna: novos nomes ainda s�o sigilosos

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PLINIO LINS O promotor Luiz Vasconcelos afirmou ontem que os depoimentos dados a ele e ao também promotor Marcus Aurélio Mousinho pelo ex-soldado Garibalde Amorim e pelo fazendeiro José Fernandes Neto, o ?Fernando Fidélis?, sobre o caso Sílvio Vianna, apontam novos elementos e abrem frentes de investigação quanto aos executores do crime. Sobre os mandantes, segundo o promotor Vasconcelos, os depoimentos de Garibalde e Fidélis foram ?superficiais?, uma espécie de repetição do depoimento dado pela testemunha José Antônio dos Santos, o Sombra. ?Nesse aspecto, Garibalde e Fidélis praticaram ?achismo?, do mesmo jeito que o Sombra?, disse Vasconcelos. ?Eles disseram o que ouviram falar, sem acrescentar nada de novo ao que o Sombra havia dito no julgamento?. Luiz Vasconcelos é promotor de Controle Externo da Atividade Policial e de Investigações Especiais do Ministério Público. Quando Garibalde Amorim e Fernando Fidélis pediram ao promotor Marcus Mousinho ? que atua no caso Sílvio Vianna ? para dar um novo depoimento sigiloso, Vasconcelos foi chamado para ajudar o colega. Os depoimentos, como a GAZETA noticiou no último dia 19, foram dados no dia 14, em uma sala cedida pela Polícia Federal, em seu prédio, em Jaraguá. Luiz Vasconcelos confirma que Garibalde e Fidélis apontaram outros nomes como executores de Sílvio Vianna. O promotor disse que não pode revelar os nomes apontados pelos depoentes ?para não prejudicar as investigações?. Negou-se também a adiantar se os novos nomes são de policiais civis ou militares. Contratante Garibalde e Fidélis são acusados de matar Vianna. O primeiro, já condenado, cumpre pena de 19 anos e 10 meses no presídio Baldomero Cavalcanti. Fidélis, que estava foragido na época do julgamento, também está no Baldomero, cumprindo pena por uma chacina em Viçosa e aguardando julgamento pelo caso Vianna. Também cumpre pena no Baldomero o ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante, condenado como mandante do crime. Garibalde tornou-se inimigo de Cavalcante no presídio e está aliado com Fidélis. Garibalde teme pela vida. Quando deu o depoimento no dia 14, os promotores lhe ofereceram a remoção para outro presídio, ou para a Polícia Federal, e até mesmo para fora do Estado. Garibalde disse que prefere continuar no Baldomero. No depoimento aos promotores, os dois mantiveram Cavalcante como ?contratante? dos pistoleiros que mataram Vianna. ?Eles nominaram pontualmente (um por um) as pessoas que eles acusam como verdadeiros executores?, disse Vasconcelos. ?Quanto aos mandantes, os dois depoimentos foram superficiais?. ?Má-fé? O promotor Marcus Mousinho, ouvido ontem à noite pela GAZETA, confirmou as informações de Luiz Vasconcelos. ?Os depoimentos só acrescentam alguma coisa quanto aos executores. Quem afirmar ou divulgar algo mais além disso está agindo de má-fé e usando fontes de informação sem respaldo?.

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