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Juiz nega nova liminar para soltar pitboys

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BLEINE OLIVEIRA Mais dois lutadores de jiu-jítsu acusados do espancamento do estudante Klébson Almeida, de 19 anos, vão continuar presos. Depois de negar liminar para que Leandro Albuquerque Ferro, o Leleco, responda pelo crime em liberdade, o juiz Alberto Jorge Correia Lima tomou, ontem, a mesma decisão em relação a Charles Alexandre Moura de França, o Charlão, e a Paulo Henrique Gouveia. Junto com Leleco, Charlão e Gouveia permanecerão no presídio Cirydião Durval ao menos pelos próximos 15 dias, prazo que o próprio juiz prevê para decidir o mérito dos habeas corpus impetrados pelos advogados Saulo Emanoel de Oliveira, que representa Leandro Ferro, e Givan de Lisboa Soares, que representa Charlão e Gouveia. Ao negar o pedido de soltura dos acusados, o juiz Alberto Jorge Correia de Barros Lima disse que não viu nos autos elementos demonstrativos de que a liberdade deles estava sendo ?tolhida de forma abusiva?. Por isso, optou por analisar o processo de modo a julgar o próprio mérito do pedido de habeas corpus. O advogado Givan de Lisboa esteve ontem no Tribunal de Justiça, onde recebeu a informação de que seu pedido para libertação de Charlão e Gouveia havia sido negado. Mas, segundo ele, essa decisão já era esperada. ?Dificilmente um juiz decide diferente no mesmo processo. Se ele havia negado a liminar no habeas corpus impetrado por meu colega Saulo, o natural é que adotaria a mesma decisão na análise do meu pedido?, disse Soares. Isso confirma sua avaliação de que vai demorar um pouco mais para que os lutadores, que ficaram conhecidos como integrantes de uma gangue de pitboys, sejam postos em liberdade antes de uma sentença definitiva. Os advogados de Leandro Ferro, Charles Alexandre Moura de França e Paulo Henrique Gouveia têm ainda que buscar argumentos e provas suficientes para evitar que eles sejam julgados por tentativa de homicídio e formação de quadrilha, como pediu o promotor de Justiça Marcus Aurélio Gomes Mousinho, que representa o Ministério Público no caso do estudante Klébson Almeida.

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