Cidades
Alagoas segue pa�s, e banc�rios da rede privada encerram greve
BLEINE OLIVEIRA Os bancários alagoanos decidiram, ontem, em assembléia, encerrar a greve que realizam desde o último dia 21. Mas o retorno ao trabalho será apenas na rede privada. O Banco do Brasil, a Caixa e o Banco do Nordeste, que são públicos, permanecem fechados para operações que não possam ser efetuadas nos caixas eletrônicos. O movimento, que ocorre em todo o país, entraria no 15º dia, mas em função de ações judiciais impetradas pelos banqueiros, a categoria optou pela suspensão da greve. Em São Paulo, a justiça estabeleceu em R$ 200 mil a multa por dia parado. A avaliação do Sindicato dos Bancários de Alagoas é de que a greve na rede privada teve a adesão de mais da metade dos trabalhadores. ?Apesar de toda pressão, mobilizamos a categoria como em nenhum outro momento?, disse Sérgio Braga, presidente da entidade. Segundo ele, apesar da ameaça do governo de ?cortar o ponto? dos grevistas, a paralisação vai continuar nos bancos públicos. O sindicalista disse ainda que a postura do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de ameaçar os bancários, ?é um retrocesso autoritário?. Movimento O movimento ontem na rede bancária foi semelhante aos primeiros dias da paralisação. Pouca gente nos caixas, porém muitas filas nos terminais eletrônicos. Mesmo beneficiadas pelo Interdito Proibitório, muitas agências tiveram o movimento de clientes reduzido. A situação, prevê Gilvan Abreu, da direção do Sindbancários, deve mudar a partir de hoje quando os trabalhadores voltam ao trabalho, atendendo em horário normal, das 10h às 16h. A direção do sindicato não faz avaliação sobre suspensão da greve nos bancos públicos. ?Esperamos que o governo negocie da mesma forma que estamos trabalhando para que a Federação Nacional dos Bancos volte a discutir nossas reivindicações?, disse Sérgio Braga, reafirmando sua crítica às ameaças do governo de suspender o pagamento dos bancários que estão participando da greve. Corte de ponto Para ele, não há como ?cortar o ponto? dos grevistas. A falta ao trabalho pode resultar em desconto nos salários, mas essa medida tradicionalmente é negociada para que o trabalhador não seja penalizado. ?Em troca, compensamos trabalhando além do horário após o encerramento da greve?, explica o presidente do Sindbancários.