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Assaltantes sequ�stram e atacam em Porto Calvo

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FÁTIMA ALMEIDA MÁRIO LIMA A delegada de Porto Calvo, Maria Angelita Lucena, instaurou inquérito policial sobre um possível seqüestro, seguido de uma onda de assaltos ao povoado de Massiape, zona rural da cidade. De acordo com informações de testemunhas, o seqüestrado seria o padre José Ronácio da Silva, da paróquia de Jacuípe, extremo Norte do Estado, divisa com Pernambuco. Segundo a delegada, o seqüestro aconteceu na segunda-feira, mas só ontem foi notificada. Toda ação do caso foi relatada por testemunhas e vítimas do assalto. ?Segundo os depoimentos das vítimas, uma quadrilha de assaltantes atacou a caminhonete Ford L-200 do padre Ronácio, e utilizou o veículo para seqüência de assaltos no povoado Massiape, em Porto Calvo?, contou a delegada à GAZETA, por telefone. Moradores e comerciantes do povoado foram vítimas da ação da quadrilha. Alguns deles afirmaram ter visto o padre amarrado como refém dentro do carro, enquanto os bandidos agiam. Telefonemas A delegada também foi informada de que o padre teria sido liberado na mesma tarde - após os assaltos - na divisa de Alagoas com Pernambuco. Ontem pela manhã Maria Angelita tentou entrar em contato com a Paróquia de Jacuípe, mas não conseguiu. A reportagem também insistiu, mas ninguém atendeu às chamadas do telefone. Um colega do religioso, o padre Cícero Leite, em Maceió, garantiu à GAZETA, por telefone, que tudo não passou de um mal entendido, pois teria conversado com José Ronácio, por volta de meio-dia de ontem, quando o padre lhe informou que estava bem e não seria ele a vítima do seqüestro. Mas até o fim da tarde de ontem, o padre Ronácio não se encontrava em nenhum local onde fixa residência: na Casa Paroquial de Jacuípe, nem na Congregação Eblatos Maria Evangelista, em Vitória Santo Antão, Pernambuco. Segundo a delegada, a ação dos assaltantes foi rápida e atingiu muitas pessoas. Ela calcula que cerca de 50 casas, entre mercadinhos e residências, foram assaltadas pelo grupo. Eles teriam levado mantimentos, mercadorias, objetos pessoais e dinheiro das vítimas, segundo depoimentos tomados na delegacia. ?Eles promoveram um verdadeiro arrastão na comunidade?, diz ela. Ainda com base nos depoimentos, a delegada calcula que eram cerca de oito assaltantes, todos armados. Segundo ela é a primeira vez que acontece uma ação com essas peculiaridades no município de Porto Calvo. Em Jacuípe Na Delegacia de Jacuípe não foi registrada nenhuma queixa. Eles foram informados pela delegada de Porto Calvo, mas não conseguiram confirmar a ocorrência. Agentes da delegacia afirmam que estiveram na Casa Paroquial mas foram informados de que o padre estaria viajando e de que não passou na Casa Paroquial.

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