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Sa�de detecta focos de dengue em hospital

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DORGIVAL JUNIOR O presidente do Comitê Municipal de Combate à Dengue em Masceió, Nemer Ibrahim, informou ontem que a inspeção de bloqueio à transmissão da doença ? realizada por agentes das secretarias Municipal e Estadual de Saúde ? detectou a presença de criadouros de mosquitos em dois pontos da Maternidade Escola Santa Mônica (no fosso e em um vaso com planta), além de terem sido identificados 17 focos de larvas do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, na parte externa do Hospital Arthur Ramos. A vistoria em unidades hospitalares foi desencadeada após a morte da médica anestesista Isabel Cristina Costa de Menezes, 37 anos, ocorrida sábado passado, com suspeita de dengue hemorrágica. Ainda estão passando pelo processo de vistoria o Hospital Universitário e o Hospital Dr. Hélvio Auto. Há informações de que funcionários da maternidade teriam sido vítimas da doença. ?No Arthur Ramos, as larvas do mosquito da dengue estavam dentro de copos descartáveis no pátio externo. Já na Santa Mônica, as larvas encontradas não eram do Aedes aegypti, mas poderiam ser; foi um fator de sorte. Numa unidade de saúde não podem ser encontradas larvas de mosquitos?, disse ele, lembrando que todo o trabalho de detecção e bloqueio da doença está sendo realizado com maior ênfase nos bairros da Jatiúca, Poço e Gruta, locais onde a médica morava e trabalhava. O resultado da análise laboratorial final, que está sendo realizada no Estado do Pará, só deve ser entregue nos próximos 15 dias. Espera A direção do Hospital Artur Ramos não quis se pronunciar sobre a constatação dos agentes de saúde do município e do Estado, alegando que não foi comunicada oficialmente sobre o caso. A assessora de comunicação da unidade, Alessandra Brandão, confirmou apenas que o hospital foi inspecionado por agentes de saúde após a morte da médica. Ela informou ainda que o Arthur Ramos sempre recebeu a visita dos agentes da Vigilância Sanitária e nunca houve restrições ao funcionamento do hospital. Em nota oficial divulgada ontem, o diretor executivo do hospital, Edeildo Mendonça, informou que Cristina Menezes deu entrada na instituição hospitalar em regime de internamento no dia 22, permanecendo assim até o dia 24, quando foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), vindo a falecer às 7h45 do último sábado, após parada cardíaca. No comunicado oficial, a direção diz que maiores informações sobre o falecimento da paciente só serão divulgadas com a chegada do laudo contendo a análise do diagnóstico realizado por um laboratório do Pará. A GAZETA DE ALAGOAS esteve, ontem à tarde, na Maternidade Santa Mônica. A diretora-geral Laura Dantas não foi encontrada na unidade hospitalar, nem outros diretores que pudessem se pronunciar sobre as informações repassadas pelo Comitê Municipal de Combate à Dengue. A GAZETA também tentou contato por telefone com a diretora, mas ela não foi localizada e não retornou as ligações. (Leia mais informações na página A14)

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