Cidades
Empresas da fraude s�o de Alagoas e Sergipe
O relatório final da comissão de sindicância que apurou o desvio na Secretaria de Saúde trouxe os nomes de 21 beneficiários de recursos transferidos das contas da pasta. São catorze empresas de Alagoas, seis de Sergipe e uma pessoa física. Entre as firmas sergipanas está uma empresa do mercado de combustíveis que pertence aos filhos de Eduardo Martins Menezes, chefe da Contabilidade da Sesau no período em que ocorreram as fraudes e que foi exonerado após as denúncias. Segundo as apurações da comissão, as empresas sediadas em Sergipe receberam R$ 729 mil e estão sendo investigadas pelo Ministério Público Estadual, que entrou com uma ação na Justiça para ressarcimento dos valores desviados. Comunicado oficial distribuído pela Secretaria informou que, na época em que esteve à frente da Contabilidade da Sesau, Eduardo Martins Menezes implantou uma norma pela qual o controle das contas foi distribuído entre diferentes servidores do setor, que tinham então responsabilidade exclusiva sobre cada uma delas. As transferências fraudulentas foram detectadas apenas nas que estavam sob responsabilidade de Eduardo Menezes. ?Uma dessas contas era a de Unidade de Emergência do Agreste, cuja contadora, Matilde Torres, disse à comissão que encontrou distorções na conciliação da conta daquela unidade, informando a Eduardo Menezes, e este não tomou nenhuma medida para explicar ou corrigir o problema, e se limitou a informar saldos bancários que não conferiam com o controle da contadora de Arapiraca?, diz o comunicado, nas conclusões do relatório. Outra conclusão foi de que parte dos recursos acabou numa conta da própria Secretaria na Caixa Econômica, e de lá saiu, em operações igualmente fraudulentas, para as contas de terceiros ? todos pessoas físicas. ?Não foi aberto um processo, registrado no Siafem e nem apresentado sequer um pequeno documento que fosse, relativo àquelas operações?, disse o presidente da comissão de sindicância, Ari Sobrinho, sobre o grau de irregularidade detectado nas transferências. Ele voltou a responsabilizar o Banco do Brasil, que classificou como negligente, porque os funcionários não conferiam as assinaturas antes de autorizar as transferências. ?Não foi feito exame grafotécnico, mas qualquer leigo pode ver que as assinaturas que estão nos ofícios não conferem com as dos dois dirigentes?, justificou.