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Sai o relat�rio interno sobre desvio na Sa�de

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FELIPE FARIAS Após dois meses de investigações, a comissão de sindicância interna da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), que apurou responsabilidades sobre desvio de dinheiro das contas da Sesau no Banco do Brasil, entregou ontem ao secretário Álvaro Machado o relatório final de suas investigações. O relatório informa que o valor total desviado foi de R$ 3.661.483,58. A GAZETA obteve informações, com a fonte que conduz investigações fora da Secretaria, de que o valor desviado é de ?quase R$ 11 milhões?. O documento da sindicância interna da Sesau aponta o ex-chefe da Contabilidade, Eduardo Martins Menezes, como único responsável, no âmbito da Sesau, pelo desvio, como a GAZETA antecipou, com base em declarações do advogado Fábio Ferrario, que defende Menezes. Segundo o presidente do grupo de trabalho da Sesau, procurador Ari Sobrinho, as transferências irregulares, feitas por meio de 87 ofícios fraudados, ocorreram nas cinco contas da Secretaria no Banco do Brasil, cuja responsabilidade era exclusiva de Menezes. A comissão também acusa, no relatório, o Banco do Brasil de ?negligência?, e relaciona uma série de erros de procedimento para a liberação do dinheiro. Segundo a Sesau, o banco acatou ofícios cuja numeração fora corrigida à mão, no próprio documento; expedidos em 2004, mas com numeração de 2003; ofícios de diferentes datas e valores, mas com numeração igual, e com número de CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) errado. Em comunicado distribuído à imprensa sobre a entrega do relatório, a assessoria da Sesau se referiu ao depoimento da gerente de contas do governo no BB, Emília Sandes, que informou que era Eduardo Menezes quem entregava pessoalmente os ofícios no banco e ?sempre estava com pressa?. A comissão classificou tal prática como negligência, ?pois jamais deveria justificar a não conferência pelo Banco do Brasil das assinaturas dos ofícios levados pelo senhor Eduardo Menezes?. Entretanto, o relatório em si não foi apresentado à imprensa. Quando o secretário Álvaro Machado e os membros da comissão falaram à imprensa, em momentos e locais diferentes da Secretaria, o documento já havia sido oficialmente repassado às mãos do titular da Sesau. Sobrinho confirmou, porém, que todas as peças que constam dos volumes de 400 páginas de documentos (cópias dos ofícios, extratos e transcrição dos depoimentos) e das 25 páginas do relatório final foram repassadas ao promotor Ciro Blatter, do Núcleo de Combate à Sonegação do Ministério Público (MPE), com o promotor Sidrack Nascimento. O secretário estima que hoje deverá encaminhar cópias do material ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. O relatório recomenda e o secretário ratificou que o objetivo será obter o ressarcimento integral dos recursos desviados.

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