Cidades
Acusados na guerra entre �policiais devem ir a j�ri popular
FELIPE FARIAS Os policiais acusados de integrar uma das facções da chamada guerra na Polícia Civil devem ser levados a júri popular, segundo prevê o promotor da 1a Vara Criminal de Maceió, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque. Ontem, prestaram depoimento ao juiz Daniel Accioly o diretor da Polícia Civil, delegado Roberto Lisboa, e o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, delegado Alcides Andrade. Eles foram convocados para prestar esclarecimentos sobre as investigações acerca dos assassinatos dos agentes Walter Santana e Sinvaldo José de Souza, empreendidas por Lisboa e Andrade, respectivamente. As execuções, praticadas em junho e julho do ano passado, trouxeram à tona a rivalidade entre os grupos. Um deles era chefiado por Santana; outro, por Robson Rui, Alfredo Pontes e Sinvaldo. Os três estão recolhidos ao presídio Cirydião Durval e, com o também policial Ivanildo Silva, foram levados para acompanhar os depoimentos. Primeiro a depor, o delegado Roberto Lisboa derrubou o álibi apresentado por Robson Rui, de que estava de plantão na Delegacia de Rio Largo na hora do crime. Segundo Lisboa, as escalas de plantão são vulneráveis: um policial pode ser substituído por outro ou ausentar-se da delegacia em que trabalha, durante um plantão. Ele também alegou que a agente que confirmou seu álibi na fase anterior da investigação pode ter sido pressionada para sustentar a informação. O depoimento dos dois delegados encerra uma fase do processo relativo ao caso, na Justiça. A fase seguinte, segundo o promotor, é a das alegações finais; após o que o juiz deve proferir a sentença. Se for pela pronúncia, os réus vão a júri popular; caso contrário, o processo será arquivado.