Cidades
Donos de postos amea�am fechar contra assaltos
FÁTIMA ALMEIDA Os proprietários de postos de combustíveis de Maceió ameaçam fechar por um dia se não cessar a onda de assaltos de que têm sido vítimas. De acordo com levantamento do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo (Sindicombustíveis), cerca de 60% dos 120 postos da capital já foram assaltados este ano, alguns até quatro vezes. O presidente Mário Jorge Uchôa informou que só neste mês de setembro foram 15 assaltos, oito deles na última semana. Ontem pela manhã representantes da categoria estiveram na Secretaria de Defesa Social para pedir a adoção de medidas que possam minimizar o problema. ?Sabemos das dificuldades do Estado neste momento, mas alguma medida precisa ser adotada. Se num prazo razoável a situação não melhorar, vamos parar as atividades por um dia; vamos para a porta do Palácio e, se preciso, buscar garantias de segurança até fora do Estado?, alertou Uchôa, após a reunião com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Edmilson Cavalcante, e o diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa. Entre as medidas de segurança que já estão sendo executadas pelos proprietários de postos está a decisão de só atender motoqueiros se eles tirarem o capacete; deixar pouco dinheiro para troco com os frentistas e ajuste de horário de funcionamento (alguns postos que antes funcionavam em sistema de 24 horas, estão fechando em horários diferenciados). Por sua vez, os representantes da Defesa Social prometeram focalizar ações para a segurança dos postos, aumentando as rondas. Eles também forneceram os números de telefone de ocupantes de cargos de comando para facilitar a comunicação com a polícia em caso de emergência. O principal problema neste momento, segundo o delegado Roberto Lisboa, é que praticamente todo o efetivo das polícias Militar e Civil está mobilizado para as eleições na capital e no interior. ?Temos dificuldades naturais, mas neste período político é pior, tanto no que diz respeito a recursos humanos quanto operacionais?, esclarece Lisboa. Os dois comandantes policiais garantiram, no entanto, iniciar imediatamente o reforço na segurança, por meio de rondas nas imediações dos postos, e intensificar esse trabalho após as eleições.