Feminicídio
ORDEM LANÇA CAMPANHA PARA COMBATER CRIMES EM ALAGOAS
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Nessa quinta-feira (21), a advogada Maria Aparecida Bezerra, de 54 anos, foi morta a facadas pelo marido, que tentou se matar logo depois de esfaquear a mulher. Ele segue internado no HGE, depois de passar por procedimento cirúrgico.
Na noite de quinta-feira (14), Maria Elenilda Vieira da Silva, de 28 anos, e Cláudio Jackson Barbosa dos Santos, de 36 anos, foram encontrados mortos a tiros, na casa em que moravam. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio seguido de suicídio. As investigações preliminares apontam que a mulher era vítima de violência doméstica.
Já em Arapiraca, Daniela Fernanda Silva Belo, de 29 anos, também foi vítima do próprio marido. Ele a matou esfaqueada, na frente dos dois filhos e, em seguida, mandou um áudio para a irmã da vítima comunicando sobre o crime. Diego Fernandes Lira da Silva, 32 anos, fugiu com o carro da mulher e pouco tempo depois também morreu após bater o carro em um caminhão. O presidente da OAB/AL, Vagner Paes, informou que a Ordem lançará uma campanha a partir do dia 09 de agosto, que visa combater este tipo de violência. Sobre o caso da advogada Maria Aparecida, a OAB estará com a Comissão da Mulher Advogada acompanhando o inquérito. “Nossas comissões estarão acompanhando de perto o inquérito policial e que possamos fazer um trabalho de conscientização. Acionamos o Conselho Federal que respondeu através do nosso presidente, lançou uma nota pública e colocou à nossa disposição uma campanha nacional de combate à violência contra a mulher”. A vice-presidente Natália Von Sohsten, ressaltou que a OAB tem um canal aberto para que mulheres vítimas de violência doméstica sejam acolhidas. “É uma notícia muito triste, mas enquanto ordem, precisamos colocar nossa casa à disposição da sociedade. Todas as mulheres, advogadas ou não, têm as portas abertas e estamos aqui para apoiar e conduzir esses processos. São números alarmantes, 15 mulheres assassinadas por seus maridos por acharem que são donos dessas mulheres. Temos a ouvidoria da mulher, que ela pode entrar em contato telefônico ou pelo site e solicitar o apoio da Ordem, a partir daí ela terá mulheres advogadas, que tanto a acompanham vítimas de violência em geral, quanto mulheres advogadas vítimas de violência. É um serviço gratuito”.