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Imunização

VACINAÇÃO DE CRIANÇAS EM ALAGOAS SEGUE ABAIXO DO ESPERADO

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Mais de 25% das crianças de Alagoas deixaram de ser imunizadas ou de completar o ciclo de vacinação, em 2021, com a vacina pentavalente, que protege contra a difteria, tétano e coqueluche (DTP3) e é aplicada em três doses. Os dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) mostram uma realidade que não é exclusiva entre os pequenos alagoanos, mas que tem se repetido em inúmeros estados do país e em várias partes do mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), atualmente, 25 milhões de crianças estão com as vacinas atrasadas e o Brasil está entre os dez países do mundo com os maiores índices negativos de vacinação. A pentavalente é usada como marcador de cobertura vacinal. Por meio dela, que é aplicada em bebês com 2, 4 e 6 meses de idade, é possível ter um panorama do cenário da imunização. Em Alagoas, a cobertura dessa vacina atingiu os índices de 78,3% em 2019, com 39.440 crianças com a terceira dose; de 74,5% em 2020, com 37.518 vacinados, e de 74,7%, com 37.212 crianças imunizadas. Os índices dos últimos anos são considerados baixos, tendo em vista que, no Brasil, a maioria das vacinas do calendário da criança tem meta de 95% de cobertura. A exceção fica com as vacinas BGC (Bacilo de CalmetteGuerin) e a vacina Oral contra Rotavírus Humano (VORH), que têm meta de 90%. “As coberturas vacinais em menores de 1 ano em Alagoas ainda estão distantes do que é preconizado no Brasil. Observa-se acentuada redução nos índices de cobertura vacinal preconizadas para este público entre os anos de 2019, 2020 e 2021. Neste contexto, a realidade das baixas coberturas vacinais e o não cumprimento das metas dos indicadores epidemiológicos, acarreta a formação de bolsões de suscetíveis e coloca em risco a saúde da população, aumentando potencialmente o risco de reintrodução, surtos e epidemias”, afirma Rafaela Siqueira, assessora técnica do Programa Nacional de Imunização (PNI) de Alagoas. Mas o cenário é preocupante não somente em relação à vacina polivalente, as outras do calendário vacinal de crianças também apresentam baixa cobertura, mesmo com a disponibilização dos imunizantes de forma gratuita, em qualquer posto de saúde.

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