loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Secret�rio de prefeitura dep�e no caso Sesau

Ouvir
Compartilhar

PLINIO LINS Os promotores Cyro Blatter e Sidrack Nascimento, do Núcleo da Fazenda Pública e Sonegação Fiscal, e Luiz Vasconcelos, da Promotoria Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual, colheram, na última quinta-feira, o depoimento do secretário de Obras da Prefeitura de Feliz Deserto, José Moacir Beltrão de Araújo, sobre seu suposto envolvimento no esquema de desvio de dinheiro da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). O depoimento durou cerca de sete horas e, segundo os promotores, Moacir Beltrão é uma das peças mais importantes para desvendar o esquema de desvio. ?O depoimento foi absolutamente esclarecedor?, disse o promotor Blatter. ?Ele citou todos os nomes que nós precisávamos ouvir?. Sidrack Nascimento disse que depois desse e de outros depoimentos desta semana, ?já sabemos como o dinheiro foi desviado, e isso é o mais importante. Falta chegar a quem viabilizou tudo?. A suposta participação de Moacir Beltrão, segundo a GAZETA apurou, se daria por meio de empresas no município de Piaçabuçu, no extremo litoral sul do Estado, vizinho a Feliz Deserto. As empresas teriam ?emprestado? a Beltrão suas contas bancárias para receber transferências de dinheiro desviado das contas da Sesau no Banco do Brasil. Os responsáveis por três dessas empresas foram ouvidos ontem pelos promotores. São eles: José Geraldo dos Santos Embarcações, Inácio Oliveira Teodoro (Madeireira Teodoro) e E. S. Lisboa ? Casa Caça e Pesca Material de Construção. Uma quarta empresa de Piaçabuçu, a Mercator Associação, Representação e Turismo, está relacionada entre as que receberam dinheiro desviado, mas os promotores não informaram ontem se seu representante foi ouvido. Operadores O promotor Sidrack Nascimento disse que as investigações já permitem concluir que o esquema era operado, dentro da Secretaria de Saúde, pelo ex-chefe de Contabilidade do órgão, Eduardo Martins Menezes, e, fora de Sesau, um dos operadores era seu filho, Eduardo Menezes Filho, cuja empresa, a Compet, em Aracaju (SE), foi uma das receptoras de dinheiro desviado. Eduardo Menezes (pai) até agora é o único formalmente acusado no caso. Ele nega as acusações e diz que está sendo usado como ?bode expiatório?. Segundo o promotor Sidrack Nascimento, os bens de Menezes foram bloqueados pela Justiça. Empresas O promotor Cyro Blatter disse que as 20 empresas relacionadas como receptoras do dinheiro desviado da Sesau existem, na maioria, ?mas só no papel?. O Ministério Público investiga se elas foram criadas apenas para receber o dinheiro do esquema. As empresas sediadas em Aracaju, que teriam recebido transferências, serão chamadas a depor. Também serão ouvidos técnicos da Fazenda estadual, que darão suporte para que o MP possa saber como as transferências foram feitas sem passar pelo Siafem, o sistema que registra e controla todas as entradas e saídas de dinheiro dos órgãos públicos. Os funcionários do Banco do Brasil que operavam diretamente com as contas da Sesau (eles são cinco, segundo o promotor Nascimento) serão os últimos convocados para depor. O MP considera esses depoimentos ?extremamente importantes?, já que o BB é acusado de negligência. O Ministério Público quer saber se o que ocorreu foi apenas negligência ou se houve cumplicidade.

Relacionadas