Cidades
Empres�rio promete preservar manguezais
DORGIVAL JUNIOR O empresário italiano Luca Picchio negou que a construção de um empreendimento turístico de hotelaria na Praia da Sereia, Litoral Norte de Maceió, o Ilha da Sereia, possa causar agressões ao meio ambiente. De acordo com ele, todos os trâmites legais, exigidos por lei, estão previstos no projeto que aguarda parecer final do setor jurídico do Instituto do Meio Ambiente (IMA) para que seja aprovado. Ele afirmou ainda que o empreendimento, que terá um valor total estimado em R$ 10 milhões, está sendo pleiteado pelos estados da Bahia e do Rio Grande do Norte. Luca Picchio afirmou que todo o projeto de construção do estabelecimento de hotelaria foi elaborado por engenheiros ambientais com a finalidade de integrar o empreendimento à natureza. ?Nossa intenção não é destruir o mangue. O que nós queremos é preservar a natureza?, disse ele, destacando que na área serão construídos sete chalés e um prédio de um único andar e com 12 apartamentos. ?Não precisamos de muito espaço, e sim de muita área verde preservada?, acrescentou. ?A Sereia é a praia mais bela de Maceió e nós apenas queremos que ela seja preservada para o turismo e para as gerações futuras. Estamos puxando para nós a responsabilidade social pela preservação ambiental?, disse Luca Picchio, lembrando que o projeto contempla uma área de recuo para proteger o mangue não só de 15 metros como determina a Lei Ambiental, mas de 17. De acordo com o empresário, apesar do projeto contemplar a construção de edificações dentro da área de mangue, toda a obra será executada em um trecho de 2.801 metros quadrados, onde existem apenas alguns coqueiros. ?Não existe mangue no local onde pretendemos erguer os prédios, só coqueiros. Apesar de termos uma área útil superior a dois mil metros quadrados para podermos trabalhar sem ferir o mangue, vamos utilizar apenas 800 metros quadrados?, destacou o empresário, lembrando que a placa instalada no local teve a autorização do Instituto do Meio Ambiente (IMA).