População feminina
CASOS DE FEMINICÍDIO CHOCAM A ACENDEM SINAL DE ALERTA
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Somente em uma semana deste mês, Alagoas registrou três casos de feminicídio que chocaram pela violência e pela postura dos homens que praticaram esses crimes. Todos eram companheiros das vítimas e, por ciúme e pelo sentimento de poder diante delas, decidiram acabar com as vidas dessas mulheres. Os três também tentaram suicídio após o feminicídio, sendo que um deles não conseguiu. Até o primeiro semestre, o estado havia contabilizado 15 crimes do tipo.
Para Rayssa França, houve muitos avanços nos últimos anos, mas ainda faltam discussões sobre o assunto e o entendimento de que as mulheres não estão querendo ocupar os espaços que são dos homens, mas os que são delas, pela capacidade que têm. “Eu acho que falta ainda muita discussão para que a sociedade entenda que nós não estamos cobrando um espaço que não é nosso. Muitas vezes as pessoas acham que a gente quer tirar o lugar do homem, mas não é dessa forma que funciona. A nossa luta é para que a mulher seja valorizada, respeitada, consiga realmente ganhar o espaço dela, que, por direito, deve ser dela. E muitas vezes a mulher, principalmente as que são mães, que são mais sobrecarregadas porque precisam conciliar a maternidade com as demais atividades, não são tratadas da forma como deveriam”, fala.
Raíssa reconhece os avanços alcançados nos últimos anos, mas destaca que é preciso mais. “Como mulher, vejo que houve muito avanço sim, mas ainda precisamos avançar mais, precisamos falar mais, promover rodas de conversas e ter a questão da união entre as mulheres para que a gente possa ter nosso espaço, porque senão, vamos ficando para trás e o homem vai ficando com o espaço que ele acha que é só dele, no caso”, diz.