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Macei� vive clima de inseguran�a com aumento de assaltos e seq�estros

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O funcionário público federal Eleonardo Amorim da Rocha, 51 anos, residente no Barro Duro e aluno da Faculdade de Administração de Alagoas (FAA), também localizada em Jaraguá, teve o carro arrombado na mesma noite em que Carlos Stuart foi seqüestrado. ?Não temos mais segurança. Meu medo é que em pouco tempo estejamos na mesma situação do Rio de Janeiro?, afirma Eleonardo, que também pretende mudar seus hábitos ao sair de casa. No bairro de Jaraguá tem ocorrido um número elevado de assaltos, mas essa onda de violência parece estar em toda a cidade. São inúmeros os relatos de vítimas que chegam aos Centros Integrados de Atendimento Policial ao Cidadão (Ciapcs) instalados em todas as regiões da cidade. Uma delas, o professor Ricardo Lima, de 35 anos, residente no Jardim Petrópolis, disse que nem acabara de deixar o filho na escola, localizada no bairro do Farol, quando dois homens se aproximaram e, de arma em punho, exigiram que descesse do carro deixando as chaves na ignição. Temendo que atirassem, ele obedeceu aos assaltantes, que saíram em alta velocidade, quase atropelando um pequeno grupo de adolescentes que também chegava à escola. Essa experiência deixou seqüelas, pois Ricardo não consegue mais ficar tranqüilo. ?Está difícil ficar em paz como antes?, afirma. Os assaltos têm atingido pessoas de todas as classes sociais em qualquer parte. ?Hoje, quando vejo duas pessoas numa moto ou bicicleta, imagino logo que possam me assaltar?, afirma Antônio Alves da Silva, de 45 anos, residente no Sítio São Jorge. Ele foi assaltado recentemente, numa esquina do bairro, por dois homens que levaram todo o seu dinheiro. ?Eles estavam numa moto nova, zerada. Pararam e perguntaram onde fica o terminal de ônibus, disseram que eram da polícia e depois apontaram um revólver para mim e exigiram que eu entregasse o dinheiro. Perdi R$ 268,00?, reclama Antônio. Segundo ele, a comunidade sofre as conseqüências da violência, pois ninguém pode sair de casa após as 18h, sob risco de ser assaltado, além da ameaça de suspensão do transporte coletivo. ?Muitas vezes, os motoristas dos ônibus se recusam a vir até aqui porque muitos já sofreram assaltos?, acrescenta Antônio. (BL)

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