Cidades
Seq�estro de economista foi visto por colegas
EDNELSON FEITOSA Colegas de Carlos Stuart no curso de Comércio Exterior da Faculdade de Alagoas (FAL) relataram que ele foi forçado a entrar no veículo Fiesta, nas imediações da escola, na noite da segunda-feira, quando foi levado por três homens ainda jovens, que vestiam bermudas e camisetas. De acordo com os universitários, que não quiseram se identificar, o seqüestro relâmpago foi presenciado por várias pessoas que estavam no estacionamento da Rua Sá e Albuquerque, em Jaraguá. O capitão do Corpo de Bombeiros Carlos Gustavo Fernandes Gomes Buriti, 28, irmão da vítima, informou ter sido informado do seqüestro de Carlos Stuart 15 minutos depois do fato. De imediato, o oficial do CB pediu apoio das polícias Civil e Militar e colocou viaturas do Corpo de Bombeiros para acompanhar a perseguição policial. O capitão Buriti reconheceu o carro do irmão que deixava o posto Mar Azul, em Cruz das Almas, mas não conseguiu segui-lo porque a viatura em que estava teve problemas mecânicos. De acordo com Carlos Buriti, quando sua guarnição localizou o Fiesta, Carlos Stuart já havia sido abandonado, baleado, num matagal do Sítio São Jorge. No entender do capitão, os bandidos se assustaram com a mobilização das polícias, com a participação do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope), do grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (Tigre), da Radiopatrulha, da Operação Litorânea (Oplit), além de delegacias distritais e especializadas. Por isto, eles teriam decidido matar a vítima e abandonar o veículo. Isto pode ter salvo a vida de seu irmão. O bombeiro militar reforçou a hipótese levantada pela polícia de que foi um seqüestro relâmpago. ?Meu irmão não tinha inimigos, jamais se envolveu em qualquer tipo de problema. Eles fizeram saques em caixas eletrônicos e compraram bebidas enquanto meu irmão estava no carro?, disse o oficial. Preocupado O capitão Buriti acrescentou que Carlos Stuart andava preocupado com o clima de violência no bairro de Jaraguá e fazia relatos de assaltos e seqüestros relâmpago na área. No entanto, precisava continuar freqüentando as aulas da FAL. ?Nós somos cariocas. Ele morou em Copacabana e na Barra. Quem iria esperar que ele fosse assaltado no estacionamento de uma faculdade em Jaraguá??, indagou Buriti. ?O mesmo fato pode ocorrer com todo mundo. Não vou culpar ninguém pelo que aconteceu. O que eu não entendo é o motivo por que tanto bandido preso pela polícia acaba sendo colocado em liberdade pela Justiça?, afirmou Buriti. Buriti não quis divulgar em que hospital o irmão se recupera. ?Ao atirar nele, os criminosos tinham a intenção de matá-lo para não ser identificados. Sabendo que Carlos está vivo, podem tentar fazê-lo de novo?, justificou.