Cidades
Banc�rios recorrem a ministros para �garantir acordo e encerrar a greve
O diretor-financeiro do Sindicato dos Bancários em Alagoas, Edmundo Saldanha, informou, ontem, que representantes da executiva nacional dos bancários em vários estados estão em Brasília, onde participam de reuniões com dirigentes do governo que já foram membros da categoria, como os ministros Ricardo Berzoini e Olívio Dutra, na tentativa de reabrir as negociações e encerrar a greve. Segundo Edmundo Saldanha, os bancos oficiais continuam fechados em Maceió, apesar de a Caixa Econômica ter obtido da Justiça a medida (interdito proibitório) que impede que os grevistas façam piquetes na porta de suas agências. ?A medida surtiu efeito contrário ao que os bancos projetavam. A população reconheceu que a medida é do tempo da ditadura e se revoltou?, disse Saldanha. O diretor acrescentou que a categoria não retornou ao trabalho, apesar dessa medida, porque ela impede os piquetes, mas não os obriga a trabalhar. Por isso, o atendimento nas agências dos bancos oficiais continua precário porque apenas gerentes estão trabalhando, acompanhados de estagiários e funcionários de empresas prestadoras de serviço, que não podem executar o mesmo serviço dos bancários. Segundo o gerente de mercado da superintendência do Banco do Brasil em Alagoas, Fernando Ribeiro, estão sem funcionar apenas as 12 agências da instituição em Maceió; todas as 56 do interior já reabriram. ?Mas estamos mantendo plantões para atender aposentados e pensionistas que, por exemplo, tenham tido problemas com seus cartões bancários?, informou. O gerente de marketing da superintendência da Caixa Econômica em Alagoas, Pedro Paes, informou que as agências de Santana do Ipanema e Penedo também voltaram a funcionar normalmente. ?Não poderemos abrir outras agências porque o volume de atendimento seria muito grande para o pessoal disponível e isso poderia gerar tumulto?, explicou. O sindicato entrou na Justiça para contestar a medida adotada pela Caixa e anteontem seus dirigentes tiveram audiência com representantes do Ministério Público do Trabalho, segundo Saldanha, para denunciar casos de assédio moral contra os grevistas. (FF)