Saúde
INFECTOLOGISTA ALERTA SOBRE RISCO DA VARÍOLA EM GESTANTES
Segundo médico, essas mulheres estão mais propensas a desenvolver quadro mais grave da doença e por isso devem ter atenção redobrada
Grávidas, puérperas (mulheres que tiveram parto há 45 dias) e as lactantes (que amamentam) devem usar máscaras, em especial, em ambientes com pessoas potencialmente contaminadas, e usar preservativos em todos os tipos relações sexuais. As orientações foram dadas pelo Ministério da Saúde (MS) através de uma nota técnica divulgada na última segunda-feira (1º) para tentar frear a contaminação nesses grupos.
Segundo o médico infectologista Renèe Nascimento, essas mulheres estão mais propensas a desenvolver o quadro mais grave da doença e, por isso, devem ter a atenção redobrada, seguindo as orientações dadas pelo Ministério da Saúde.
“Há uma vulnerabilidade maior devido as mudanças que as mulheres passam no corpo durante a gestação e também na fase como lactantes, com o sistema imunológico imaturo. O risco de que o quadro clínico se agrave é consideravelmente alto. Além das grávidas, crianças com menos de 8 anos e imunossuprimidos integram o grupo de risco para a varíola dos macacos”, explicou o médico.
A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama. “Por isso é tão importante o uso de máscara e principalmente o uso de preservativos nas relações sexuais. O contato íntimo vem sendo um canal de transmissão mais frequente”, acrescentou o infectologista. A nota técnica do MS aponta que os laboratórios devem priorizar o diagnóstico dessas pessoas. Renèe Nascimento acrescenta que desenvolvendo o caso mais grave de doença, as complicações que podem surgir são oculares, encefalite e alterações cardíacas. Gestantes, puérperas e lactantes devem se manter afastadas de pessoas que apresentem febre e lesões cutâneas. Em casos de sintomas suspeitos, elas devem procurar ajuda médica. Para pacientes sintomáticos, a recomendação é manter isolamento por 21 dias e monitorar os sinais da doença. Caso persistam, a orientação é repetir o teste. Apesar das orientações, o Ministério da Saúde informa que ainda não existe protocolo de atendimento específico indicados para grávidas e puérperas. Na maior parte dos casos, a doença tem cura espontânea e o tratamento é somente dos sintomas de febre e dor. Nos casos de gestantes com quadro moderado ou grave de varíola dos macacos, o Ministério da Saúde recomenda que elas sejam hospitalizadas, “levando em consideração maior risco”.
CASOS SUSPEITOS
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Alagoas registrou quatro casos suspeitos da doença, segundo a Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). Os pacientes deram entrada no Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA), em Maceió, referência no atendimento. Por meio de nota, a UNCISAL informou que, seguindo as orientações do Ministério da Saúde e fluxo determinado pela Secretaria de Estado da Saúde, os pacientes foram submetidos a coleta de amostras pelo Lacen para investigação laboratorial. Na última sexta (29), o Ministério da Saúde confirmou a primeira morte por varíola dos macacos no Brasil. Trata-se de um homem de 41 anos, com graves problemas de imunidade, que estava internado no Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, e morreu na quinta (28).