Cidades
MP vai manter sigilo sobre rombo na Sa�de
BLEINE OLIVEIRA O promotor Cyro Blatter, do Núcleo da Fazenda Pública e Sonegação Fiscal do Ministério Público, disse ontem que vai manter sigilo sobre a apuração do rombo na Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) ? inclusive não citando nomes nem fatos ? e que só na próxima semana será possível emitir posição sobre o desvio de dinheiro da Sesau, estimado em R$ 3,6 milhões, segundo auditoria interna da própria Sesau. O desvio de dinheiro repassado pelo Ministério da Saúde está sendo investigado também pela Polícia Federal. ?Só na próxima semana teremos uma posição mais consolidada sobre o relatório?, afirmou Cyro Blatter, explicando que as informações colhidas pela comissão de sindicância da secretaria serão comparadas com os documentos obtidos judicialmente pelo Ministério Público. O promotor afirmou que na investigação do caso, o MP vai ouvir funcionários do Banco do Brasil, onde a Sesau mantinha as contas bancárias de onde os R$ 3,6 milhões foram desviados. Sigilo Blatter não quis adiantar os nomes dos funcionários do BB que serão chamados a depor. Ele disse que os depoentes serão definidos com base no que os promotores encontrarem no relatório da sindicância. Para Blatter ? que investiga o rombo na Sesau com os promotores Sidrack Nascimento e Luiz Vasconcelos ? pela responsabilidade que tem, ?o Ministério Público deve agir com absoluta cautela?. Desde que o desvio do dinheiro das contas da Sesau no BB tornou-se público, o ex-chefe da Contabilidade da secretaria, Eduardo Menezes, é apontado como principal suspeito, tanto pelo MP quanto pela comissão de sindicância interna da Sesau. O presidente da comissão, procurador Ari Sobrinho, disse que cabia exclusivamente a Eduardo Menezes movimentar as cinco contas bancárias de onde o dinheiro sumiu em transferências irregulares, feitas por meio de 87 ofícios fraudados. Negligência O relatório também acusa o Banco do Brasil de ?negligência?, e relaciona uma série de erros de procedimento para a liberação do dinheiro. A comissão de sindicância reuniu cópias dos ofícios e extratos bancários que mostram a postura ?negligente? de funcionários do BB em relação às contas da Sesau. A recomendação do relatório é de que sejam adotadas todas as providências legais para o ressarcimento da quantia desviada.