Cidades
TC faz varredura em documentos ap�s inc�ndio
ODILON RIOS Auditores do Tribunal de Contas de Alagoas (TC-AL) estiveram ontem em Rio Largo, fazendo uma varredura na documentação que não foi atingida pelo incêndio que destruiu três salas do setor de contabilidade da Secretaria de Finanças do município. O incêndio aconteceu na madrugada de segunda-feira. Dois auditores, um engenheiro e um procurador, foram enviados pelo TC ao município, para avaliar a documentação. Na quarta-feira da semana passada, auditores do TC estiveram em Rio Largo para fiscalizar as contas do exercício 2003/2004 na prefeitura, a pedido do corregedor do Tribunal, Otávio Lessa. Os auditores foram surpreendidos com o incêndio uma semana após o começo dos trabalhos. ?Se não tivesse ocorrido o incêndio, acabaríamos tudo em 15 dias?, informou um dos técnicos. O mistério permanece nos bastidores políticos de Rio Largo. Um dos auditores do TC chegou a afirmar: ?O incêndio teve a ver com o período eleitoral?, mas foi corrigido rapidamente por outro auditor, que alertou o colega de trabalho para a presença da imprensa. ?Pode ser, pode não ser um ato político?. O secretário de Finanças de Rio Largo, Antonio Bacelar, informou por telefone à GAZETA sobre os estragos provocados pelo incêndio no setor de contabilidade. Segundo ele, documentos guardados desde 1999, como os balancetes mensais sobre a movimentação do caixa da prefeitura, além das contas do Fundef, foram destruídos. ?Estamos fazendo o levantamento dos estragos. Vamos demorar entre 15 e 20 dias?, informou Bacelar. ?Não acredito que o incêndio tenha a ver com os trabalhos realizados pelos auditores do Tribunal de Contas, mas, a partir disso, não posso falar mais nada, senão vamos entrar no campo do achismo?, disse.