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Economista passa mal ao ver a m�e
Ao ver a mãe, Terezinha, pela primeira vez depois do seqüestro, o economista Carlos Stuart se emocionou a ponto de ter dificuldade para respirar, obrigando a equipe médica a agir. Momentos depois, mais calmo, ele foi abraçado pela mãe que desde então não se afasta da cabeceira da cama onde ele se recupera, no Hospital Universitário. Ainda na madrugada de terça-feira, pouco mais de 24 horas depois de quase ter sido assassinado, o economista escreveu um bilhete para o pai, de quem herdou o nome e a profissão. ?Pai, eu vou viver?? ? perguntou ele. A resposta deixou Stuart mais calmo. ?Disse a ele que, se havia chegado até aqui, é porque sua missão não está cumprida? ? revela o economista Carlos Stuart Holmes Buriti, 62 anos, que tem guardado todos os bilhetes escritos pelo filho nessa fase de recuperação. A família Buriti, natural do Rio de Janeiro, chegou à capital alagoana em 1991, quando o pai, funcionário da extinta Portobras, veio trabalhar na administração financeira do Porto de Maceió. Em 1996, já aposentado, Carlos Stuart decidiu voltar ao Rio acompanhando o filho, Carlos Gustavo que, aprovado em concurso para oficial do Corpo de Bombeiros, faria o curso de formação no CB daquele Estado. ?Adoro essa cidade onde pretendíamos voltar a viver. Não esperava que fosse dessa forma? ? lamenta Carlos Stuart Holmes, referindo-se à tragédia que atingiu seu filho. Ele pede que as autoridades garantam segurança pública na cidade.