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Boate Arena reabre ap�s trag�dia no Jaragu�

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DORGIVAL JUNIOR A reabertura da boate Arena, cenário da tragédia de 11 de setembro, quando atiradores mataram o jovem Pedro Simões, 19 anos, e feriram mais sete pessoas, estava prevista para ontem à noite, em Jaraguá, após 27 dias de atividades suspensas. A casa reabre com a garantia de um ofício enviado ao Comando de Policiamento da Capital (CPC) e do 1o Batalhão de Polícia Militar com pedido expresso de reforço na segurança do bairro e o aumento do contingente de viaturas e de policiais. As vítimas foram baleadas, à queima-roupa, por três homens fortemente armados - Ronaldo Souza, Jefferson Viana e um menor identificado como M.G.L. - que atiraram contra a multidão que se encontrava dentro do estabelecimento comercial, após uma discussão na pista de dança. Todos os acusados continuam foragidos. Nenhuma ação De acordo com o advogado Abdon Almeida, a boate volta a funcionar já que não existe qualquer ação que impeça a casa noturna de operar. Ele informou ainda que nenhuma ação foi impetrada na Justiça contra a Arena. ?Até o momento, não temos conhecimento oficial de que os clientes e/ou familiares das vítimas tenham entrado com alguma ação contra a boate. Eles entenderam que se tratou de uma fatalidade em que a boate não teve como evitar?, acrescentou o representante jurídico da casa noturna, lembrando que a boate entra em funcionamento, operando no horário de quinta-feira a sábado. Reforma Durante o período em que esteve com as suas atividades paralisadas, a casa noturna passou por processo de reforma, já que alguns cômodos foram danificados pelos tiros deflagrados pelos três acusados da tragédia que abalou a comunidade alagoana e que teve repercussão nacional. ?A Arena passou estas semanas parada em respeito às vítimas e também para o trabalho de reforma. Agora, volta a funcionar normalmente?, frisou Adbon Almeida, lembrando que o pedido no reforço policial, através de ofício, é uma prática comum da nova administração da casa noturna. ?Sempre que a boate funciona, era solicitado às autoridades policiais competentes o reforço no policiamento do bairro do Jaraguá?, disse ele, lembrando que o estabelecimento comercial volta a operar como boate (som mecânico) e com a realização de shows e festas. Até o momento, estão presos os suspeitos de participação no crime Terla e Iraci Pereira, além de Robson Meneses, acusados de pertencerem supostamente a uma quadrilha de Minas Gerais.

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