Cidades
IBGE diz que n�mero �do rebanho caiu em AL
O presidente da Associação dos Criadores do Estado de Alagoas, Jivago Tenório, disse que os prejuízos causados pela aftosa no setor agropecuário podem ser medidos pelos números oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ?Entre 95 e 98, dados oficiais do IBGE, o rebanho de Alagoas tinha 956 mil cabeças. Em 2003, esse número caiu para 816 mil?, exemplifica Jivago. ?Os preços dos produtos no Centro-Sul, que eram 10% mais caros para a pecuária daqui, perderam essa diferença?. Outro setor bastante afetado pela aftosa foi a suinocultura, que praticamente acabou. Jivago reforça a confiança de que o estado vai sair da zona desconhecida até 2005. Levando em conta os números do IBGE, Jivago diz que 90% do rebanho foi vacinado nas últimas campanhas e que Alagoas foi um dos estados que mais avançaram no controle da doença. Mas o Ministério da Agricultura, obedecendo às normas internacionais, só reconhece o que foi declarado. ?Dos 13 itens definidos pelo Ministério da Agricultura para que o Estado fique fora da zona desconhecida da aftosa, faltam ser cumpridas apenas quatro?, explica Jivago. Ele diz que dois itens dependem exclusivamente do criador, a criação do fundo de indenização ? que servirá para ações de controle da doença ? e apresentação da declaração de vacina. ?Os outros dois, que são a legislação e a criação da Agência Sanitária, os criadores também podem ajudar, fazendo pressões políticas para que isso se concretize?. A Associação dos Criadores pretende transformar a mais importante feira agropecuária do Estado, a Expoagro, num centro de discussão sobre o controle da aftosa. No dia 5 de novembro, período em que ocorre a feira, será realizado um seminário com a presença de técnicos do Ministério da Agricultura e de outros órgãos do setor.