Cidades
AL tem at� 2005 para sair do risco da aftosa
FÁBIA ASSUMPÇÃO Alagoas tem até o final de 2005 para sair da zona de risco desconhecido da febre aftosa ou o rebanho alagoano ficará isolado dos demais estados. O alerta foi feito ontem de manhã, no Parque da Pecuária, pelo diretor de Extensão Rural e Desenvolvimento Agropecuário da Secretaria Executiva de Agricultura, Hibernon Cavalcante, durante a abertura oficial da segunda etapa de vacinação do rebanho alagoano contra a aftosa. O último foco da doença em Alagoas foi registrado em 1998, em animais vindo da Bahia, mas como o cadastro agropecuário não foi concluído, o Estado continua sendo considerado zona de risco desconhecido. Atualmente, o rebanho bovino, caprino e suíno alagoano só pode hoje ser comercializado dos Estados de Pernambuco ao Piauí, que se encontram também em risco desconhecido para a aftosa. ?Alagoas tem excelentes matrizes genéticas de Nelore, que chegam a valer mais de R$ 1,2 milhão, que estão represados no Estado por causa dessa situação?, explicou Hibernon. ?Não podemos mensurar de quanto é o prejuízo hoje para o setor pecuário, mas atinge centenas de milhares de animais que não estão podendo ser comercializados fora do Estado?. Barreiras Esse problema, de acordo com Hibernon, afeta toda a cadeia produtiva de agronegócios e a economia do estado como todo, pois muitos países criam barreiras para receber qualquer tipo de produto de zonas com risco desconhecido da aftosa, como é o caso do açúcar, principal item da pauta de exportação de Alagoas. Porém, confia que o Estado vai conseguir sair da zona de risco desconhecido até 2005. Na primeira etapa da campanha em abril deste ano, foram vendidas 874.040 doses de vacina contra aftos, mas apenas 561.800 animais foram declarados como vacinados. O número de vacinas vendidas, no entanto, foi maior do que na primeira etapa da vacinação realizada no ano passado, que foi de 600 mil doses. ?O importante é que o criador declare que foi feita a vacinação?, adverte o diretor da Secretaria de Agricultura.