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Suspeitos de desvio dep�em e trocam acusa��es

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FELIPE FARIAS Os depoimentos do ex-tesoureiro e do ex-diretor financeiro do DER, Cícero Braga e José Jorge Malta Amaral, respectivamente, resultaram em uma série de acusações entre os dois apontados pelo desfalque. Em seu depoimento, na quinta-feira, Cícero Braga disse que Amaral teve conhecimento da operação e se beneficiou de parte do dinheiro desfalcado. Amaral negou seu envolvimento e sustentou perante o juiz que Cícero Braga mentiu ao acusá-lo, e traçou um perfil do ex-tesoureiro como alguém que possuía poder além do cargo e que deixava de cumprir algumas das ordens que ele, Amaral, lhe dava, como seu superior. No depoimento de anteontem, o ex-tesoureiro disse que certa vez Amaral o chamou em sua sala, lhe disse que precisava de dinheiro e indagou se sabia como conseguir. Braga disse também que a iniciativa de mandar confeccionar o cheque de R$ 400 mil foi de José Jorge e que, logo depois do desfalque, houve um encontro no prédio da antiga Emater, em Jacarecica, com a presença do então diretor-geral do DER, José Carlos Albuquerque, e do secretário de Infra-estrutura, Jaílson Bóia, a cuja pasta estava vinculado o DER. No encontro, Amaral teria assumido a responsabilidade integral pelo desfalque. O ex-diretor, no depoimento de ontem, negou. Quando foi ouvido pela Justiça, na quinta-feira, Cícero Braga citou ainda outro encontro, ocorrido num hotel em Cruz das Almas, em que teria se sentido ameaçado. Amaral negou novamente. Outra acusação feita pelo ex-tesoureiro foi de que o dinheiro do cheque de R$ 400 mil foi sacado e repassado a Amaral, num encontro ocorrido no estacionamento da própria agência bancária. Mais uma vez, o ex-diretor disse que Cícero Braga ?faltou com a verdade?. No depoimento de ontem, Amaral disse que partiu de Braga a idéia de sacar o dinheiro da conta para evitar o bloqueio dos recursos do órgão e que era o tesoureiro quem ?se relacionava diretamente? com os bancos acerca dos assuntos financeiros do DER. Sesau Conforme a GAZETA já havia antecipado na semana passada, o Ministério Público confirmou mais dois envolvidos no desfalque da Secretaria de Saúde: o secretário municipal de Transportes de Feliz Deserto, José Moacir Beltrão de Araújo, e o filho de Eduardo Menezes, principal acusado, Eduardo Martins Menezes Filho. Beltrão foi a pessoa que entregou a Eduardo Menezes a relação de empresas que ?cederam? suas contas ? ou serviram de ?laranjas? ? para receber os recursos desviados. Após sacar o dinheiro, seus titulares o repassavam a Eduardo Filho. Segundo Beltrão, as empresas recebiam um percentual de 5% pela operação; seus titulares negaram. O promotor do caso, Sidrack Nascimento, disse que ?há uma rede? de envolvidos na fraude da Saúde.

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