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Saque era para proteger recursos de precat�rios

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O ex-diretor financeiro do DER prestou depoimento ontem na ação de improbidade administrativa em que aparece como réu. José Jorge Malta Amaral disse à Justiça que o cheque, com data de 4 de fevereiro de 2001, foi sacado para proteger os recursos que estavam na conta de um bloqueio, para pagamento de precatórios trabalhistas. Ele disse que o documento cumpriu as condições exigidas para o saque: ?os cheques só chegavam para o diretor financeiro assinar depois que o diretor-geral já tinha assinado?. Entretanto, confirmou também que, contrariando o que manda a lei, muitos pagamentos no órgão eram feitos antes que o processo correspondente de autorização fosse concluído, ?por uma questão de agilidade para pagar os fornecedores, por exemplo?. José Jorge Amaral contou que o setor que emitia os cheques no Departamento era a tesouraria, sob responsabilidade de Cícero Braga, e que não questionou a veracidade da ação trabalhista por confiar na palavra do tesoureiro, pessoa que tinha muita influência no órgão. Dessa influência e do tempo de serviço do DER (Cícero trabalhava no órgão desde 95), decorria sua credibilidade, segundo disse o ex-diretor financeiro José Jorge Amaral ao juiz Lima Neto. Amaral disse ainda ter tido conhecimento de que o dinheiro foi efetivamente sacado e teria chegado em espécie à tesouraria do DER. Ele disse ainda ter acreditado que o dinheiro seria depositado em outra conta, livre da ameaça de bloqueio, mas admitiu que não acompanhou os supostos pagamentos feitos com o dinheiro, justificando que tal procedimento não estava entre suas atribuições. Leia mais na página A14

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