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Eleitor � levado a pensar que est� sob controle

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FELIPE FARIAS ?Se o senhor não comprar votos, não se elege?. A advertência foi feita por um popular a um candidato a vereador, durante caminhada no Tabuleiro, no dia 29 de setembro, na quarta-feira que antecedeu a votação. Em seguida, o eleitor lhe mostrou um cartão com a foto do vereador não reeleito Jaudeni Coutinho. Semelhante a um cartão magnético de banco, o artefato era confeccionado em PVC, mas além das informações convencionais de um simples ?santinho? (foto, nome e número), tinha instruções para confirmação do voto na urna eletrônica, espaço para uma tarja magnética e um código de barras. O candidato abordado com a proposta indecente, o advogado Edilson Jacinto, disse que estar certo de que o cartão era indício de uma tentativa de fraude das eleições. Segundo a Polícia Federal, o cartão seria um dos inúmeros dispositivos usados para a tentativa de compra de votos na última eleição. Como a urna eletrônica é inviolável, alguns candidatos usam todos os tipos de artimanhas para que o eleitor acredite que seu voto pode ser controlado. Os dispositivos utilizados vão desde um pretenso ?detector de mentiras? até cartões confeccionados com chapas de radiografia que conseguiriam ?captar? imagens da urna eletrônica. Veja a lista abaixo: Detector de mentiras O cartão apresentado ao candidato que fazia campanha no Tabuleiro era parte de um esquema bem maior e que começava com uma máquina apresentada ao eleitor com um suposto detetor de mentiras. O caso foi investigado pela Polícia Federal, após a prisão do filho do vereador Jaudeni Coutinho, acusado de tentativa de fraude contra a eleição. Segundo fontes ouvidas pela GAZETA, cabos eleitorais do vereador aplicaram em várias localidades de Maceió o ?teste? que consistiria em fazer com que o eleitor falasse em um microfone conectado a um artefato com uma tela, como um laptop. Depois que a pessoa dizia em quem votaria, a imagem de uma maçã se forma na tela. Se ela se mantiver inteira, a pessoa ?falou a verdade?, caso contrário, teria mentido. Para o eleitor ?que falou a verdade?, os cabos eleitorais entregariam um cartão de uma cor com uma certa quantia em dinheiro; Já os que ?mentiram?, recebiam um cartão de outra cor, e a promessa de que seria pago após a eleição. Ou seja: o eleitor que foi flagrado ?mentindo?, se obrigaria e votar no candidato, porque só então poderia receber o dinheiro. Chapa Outro dispositivo seria um cartão feito a partir de chapas usadas para revelar radiografias. Um candidato ouvido pela GAZETA disse ter presenciado uma demonstração na qual a imagem numa foto foi ?capturada? pelo material. Na hora de votar, o eleitor teria apenas que colocar o cartão diante da tela da urna eletrônica e logo após digitar o número do candidato, a imagem do voto seria ?capturada? pelo filme e o eleitor teria como comprovar sua escolha. Pulseira A comissão eleitoral da OAB recebeu a denúncia de uso de outro dispositivo: a pulseira plástica. O item foi o ?recibo? apresentado por vários eleitores que denunciaram o candidato Paulo Corintho (PV) de não ter cumprido a promessa de pagar por seus votos. A pulseira também é dotada de um código de barras que era apresentado para os eleitores incautos como o dispositivo capaz de ?captar? informações da urna eletrônica. Papel couchê A fraude com esse suporte se baseava na comprovação de que o eleitor realmente digitou o número de seu candidato. Como ele possui uma superfície com textura suave, facilmente se pode imprimir um relevo sobre o papel. Na votação, esse relevo seria o da linguagem Braile, que as teclas da urna eletrônica possuem para permitir o voto de deficientes visuais. Ao votar, o eleitor pressionaria o papel sobre as teclas, deixando o Braile (e a informação do número do candidato) impressas no relevo do papel.

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