Cidades
Quadrilha usa a mesma t�tica
O grupo que assaltou o Banco do Brasil (BB) de Teotônio Vilela agiu de forma similar ao que assaltou, no dia 23 de março deste ano, o BB de Junqueiro. A quadrilha vem sendo investigada pela polícia alagoana há cerca de três meses, desde que iniciou uma série de ataques. Na primeira ação, em Junqueiro, o grupo - com 15 homens armados de fuzis - rendeu policiais civis e militares e assaltou a agência do Banco do Brasil. No dia 2 de abril, o grupo voltou a espalhar pânico no interior do Estado ao assaltar a agência do Banco do Brasil de Colônia Leopoldina. Morte de soldado Na ação, os assaltantes mataram o soldado da PM, Marivaldo Franco, que reagiu ao assalto e foi atingido com um tiro de fuzil nas costas. Para espanto da própria polícia, menos de 24 horas depois, o bando atacou a agência do BB de Teotônio Vilela. Na ação em Junqueiro, o bando prendeu em uma cela o delegado da cidade, Antônio Edson Souza, e o agente policial Roberto Oliveira. Depois de prender o delegado e o agente civil, os assaltantes se deslocaram até o Grupamento da Polícia Militar de Junqueiro e renderam os sete militares que estavam de plantão. Os policiais ficaram sob a mira de armas e dois foram levados como reféns. Depois da ação na delegacia e no Grupamento Militar, os assaltantes invadiram a agência do BB, renderam os vigilantes que faziam a segurança do banco e os clientes. Em menos de quatro minutos, os assaltantes levaram o dinheiro de todos os caixas e do cofre da agência. Na época, a gerência do Banco do Brasil também não revelou o valor levado pelos assaltantes. ?Escudos humanos? Para facilitar a fuga, os bandidos fizeram vários disparos para o alto e utilizaram os dois policiais militares como ?escudos humanos?. O bando fugiu em dois veículos, uma caminhonete Ranger e um Corsa Sedan, que foi roubado do delegado Antônio Edson de Souza. Os militares foram libertados cerca de 30 minutos depois do início da fuga. Ninguém saiu ferido durante a ação. A Secretaria de Defesa Social revelou que o assalto ao Banco do Brasil de Junqueiro foi liderado por assaltantes ligados à família Aracuan, de Pernambuco. Parte dos integrantes da quadrilha foi presa depois em Sergipe e na Bahia. A quadrilha também é suspeita de participação em assaltos às agências do BB de Colônia Leopoldina, Boca da Mata e Teotônio Vilela. (GF e ML)