Cidades
Banc�rios decidem manter greve e v�o esperar diss�dio
Os trabalhadores do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal em Alagoas decidiram ontem, em assembléia geral realizada no Sindicato dos Bancários, manter a greve por reajuste salarial, que hoje completa um mês. Eles vão esperar o julgamento do dissídio coletivo ajuizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Contec), no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que pode ocorrer na próxima quinta-feira, 21. Mas a categoria fará nova assembléia hoje à tarde, para avaliar o movimento e a continuidade da greve. Além de Alagoas, os trabalhadores do BB e Caixa decidiram manter a paralisação em várias cidades, entre elas São Paulo, Porto Alegre e Brasília. No pedido de dissídio, que envolve somente os funcionários dos dois bancos públicos federais, a Contec pede 25% de reajuste, incluídas reposições de perdas acumuladas entre setembro de 1994 e agosto deste ano, além de participação nos lucros. Ontem, os dirigentes da entidades representativas dos trabalhadores não chegaram a um acordo nas duas audiências de conciliação realizadas no TST, presididas pelo presidente do tribunal, ministro Vantuil Abdala. Sem entendimento, caberá ao TST julgar o dissídio. O relator do dissídio, sorteado ao final da audiência, é o ministro Antonio Barros Levenhagen. O presidente do TST fez um apelo para que os bancários retornem ao trabalho para aguardar o julgamento. ?Não é uma questão judicial, faço uma exortação para que os trabalhadores, num gesto de boa vontade, aguardem o julgamento em atividade?, disse Vantuil Abdala. Mas a categoria teme ser prejudicada no julgamento do TST , ou seja, com um reajuste menor do que os 8,5 % oferecidos pelos bancos, e muito aquém dos 19% que estão reivindicando. O argumento dos bancários, que consideram o dissídio um erro, é o de que habitualmente o TST não define aumento nominal, só reposição da inflação. Se isso ocorre, o reajuste determinado pela Justiça do Trabalho pode ser menor que o já negociado. (BL)