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Caso Sesau deve ter “10 a 15” denunciados

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FELIPE FARIAS Todas as empresas de Aracaju (SE) que receberam dinheiro das contas de onde foram transferidos, de modo fraudulento, recursos da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) deverão constar como envolvidas no desfalque pelo Ministério Público (MP). Segundo o promotor Sidrack Nascimento, do Núcleo de Combate à Sonegação do Ministério Público Estadual (MPE), entre pessoas físicas e jurídicas, um grupo de ?dez a quinze? envolvidos deve constar da ação que será impetrada na Justiça pedindo o ressarcimento dos valores desviados, estimados em R$ 3,6 milhões. Ontem, o promotor ouviu o depoimento de Luís Augusto de Melo, técnico da Secretaria da Fazenda, responsável pelo Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafem) para a Sesau. O outro depoimento marcado para ontem, de Jeane Valéria de Lima, nora do principal acusado pelo desvio, Eduardo Martins Menezes, não ocorreu porque ela não compareceu. Sidrack Nascimento não quis confirmar se entre os denunciados haverá funcionários do Banco do Brasil (BB). Foi de contas da Sesau no BB que foram transferidos os recursos da fraude. O promotor confirmou que deve, ainda, ouvir ?mais alguns? funcionários do banco. A fraude na Sesau foi cometida pela transferência de verbas, repassadas pelo Ministério da Saúde à Sesau, por meio de ofícios com assinaturas falsificadas de dois dirigentes da secretaria que podiam efetuar pagamentos, o secretário- adjunto, Jorge Villas Bôas, e o diretor-financeiro, Antônio Guedes. A comissão de sindicância da secretaria, que também investigou o caso, qualificou o banco de ?negligente?. Até agora, figuram como envolvidos, segundo o Ministério Público, Eduardo Martins Menezes, que foi chefe da Contabilidade da Sesau, exonerado após a denúncia; seu filho, Eduardo Martins Menezes Filho, cujo posto de combustíveis em Aracaju recebeu parte dos recursos, e José Moacir Beltrão, secretário de Obras da Prefeitura de Feliz Deserto, acusado de ser a pessoa que ?alugou? contas bancárias, em Piaçabuçu, em que foram feitos depósitos, depois repassados à família de Eduardo Menezes.

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