Cidades
Banc�rios suspendem greve e voltam ao trabalho
FELIPE FARIAS Os bancários de Alagoas decidiram acompanhar a decisão da categoria em âmbito nacional e encerraram ontem a greve que durou 24 dias. A decisão foi tomada por unanimidade em assembléia realizada no fim da tarde, na qual os bancários decidiram ainda que o retorno ao trabalho se dará hoje mesmo. Não há previsão de que seja adotado expediente diferenciado, para compensar os dias parados. Nos estados em que a paralisação começou antes de Alagoas, a greve teve duração total de 30 dias. Segundo o diretor-financeiro do Sindicato dos Bancários de Alagoas, Edmundo Saldanha, na assembléia chegou a ser apresentada a proposta para que o retorno ao trabalho só se desse na próxima segunda-feira; mas essa acabou rejeitada. O presidente da entidade, Sérgio Braga, disse que a proposta passada aos associados, na plenária, era para que se acompanhasse a orientação da Confederação Nacional dos Bancários (CNB), que esteve à frente da negociação nacional e recomendou o fim da greve. Ainda na assembléia ficou acertado que os bancários voltam a se reunir em nova plenária marcada para o dia 20, com o objetivo de manter a mobilização e acompanhar o julgamento do dissídio coletivo da categoria, pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), marcado para o dia seguinte. ?Mas, antes do julgamento, vamos continuar com as gestões na federação que representa os banqueiros para reabrir as negociações?, acrescentou Braga. A greve dos bancários estava restrita aos funcionários de bancos federais, como Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Caixa Econômica. Os trabalhadores de bancos privados já haviam encerrado a paralisação há cerca de duas semanas. Dos cerca de 2 mil bancários em Alagoas, segundo o diretor-financeiro, o contingente mais numeroso está nos bancos oficiais, estimado em cerca de 1,7 mil empregados. A categoria apresentou pauta de reivindicações em que constavam reajuste de 25%, ampliação dos planos de cargos e carreiras nas instituições oficiais e do horário de atendimento ao público, o que na avaliação dos bancários criaria cem mil novos postos de trabalho.