Cidades
MP recebe novos documentos sobre rombo na Sa�de
FELIPE FARIAS O Núcleo de Combate à Sonegação do Ministério Público Estadual (MPE) recebeu novos documentos referentes ao rombo nas contas da Secretaria de Saúde. O promotor do caso, Sidrack Nascimento, informou que passará todo o fim de semana analisando-os, e que na segunda-feira terá ?novidades boas?. Ele não quis informar o conteúdo desses documentos, a quem se referiam e sequer o órgão que os remeteu. ?Se revelarmos isso com antecedência, vamos dar um trunfo ao inimigo. E não é isso que queremos; queremos pegá-lo na toca?, chegou a comparar. Ele tem até o próximo dia 20 para reunir todas as provas que servirão de base para uma ação judicial pedindo o ressarcimento do montante desviado, estimado em cerca de R$ 3,6 milhões, e a responsabilidade penal dos envolvidos. Esquema Até agora, o Ministério Público admite oficialmente o envolvimento de três pessoas no esquema: o chefe do setor de Contabilidade da Secretaria de Saúde na época em que ocorreram as irregularidades, Eduardo Martins Menezes, seu filho Eduardo Menezes Filho, e José Moacir Beltrão de Araújo, ex-secretário de Obras da Prefeitura de Feliz Deserto ? a mesma cidade onde, na época, a secretária de Ação Social era Jeane Valéria de Lima, esposa de Eduardo Menezes Filho. De acordo com as investigações do Núcleo, Martins (pai) efetuava as transferências dos recursos que eram repassados pelo Ministério da Saúde para as contas da Secretaria, usando ofícios nos quais foram falsificadas as assinaturas de dois dirigentes do órgão responsáveis pelos pagamentos: o diretor-financeiro Antônio Guedes e o secretário-adjunto, Jorge Villas Bôas. O dinheiro ia parar em contas ?alugadas? por Beltrão. Ou seja: o ex-secretário de Obras de Feliz Deserto foi encarregado de arregimentar pessoas que, em troca de um percentual, ?cedessem? suas contas para receber o dinheiro das transferências irregulares. O promotor já havia anunciado que o esquema foi executado por ?uma rede?, dada a quantidade de pessoas que de alguma forma participaram do desfalque. Na última quinta-feira, ele anunciou que o relatório final deve ter de ?dez a quinze? nomes figurando na condição de acusados. A comissão de sindicância designada pelo secretário de Saúde, Álvaro Machado, descobriu 21 empresas nessa condição. Depois que o dinheiro chegava nessas contas, era sacado e repassado a Eduardo Martins Filho.