Cidades
Greve na CBTU deixa cinco mil alagoanos sem trem por dia
FELIPE FARIAS A greve que paralisou os trens urbanos que ligam Maceió a Lourenço de Albuquerque vai continuar por tempo indeterminado, segundo garantiu ontemo presidente do Sindicato dos Ferroviários de Alagoas, Darcírio Magalhães. Os funcionários da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), responsável pela linha, pararam as atividades em todo o país, por causa de um impasse nas negociações do acordo coletivo de trabalho. Com isso, as duas composições que transportam diariamente cerca de 5 mil pessoas estão paradas. ?Nós nos sensibilizamos com o sofrimento que a greve causa aos usuários. Mas eles ainda podem encontrar uma alternativa; nós não temos como abrir mão das cláusulas de nosso acordo?, justificou. Para os usuários, o prejuízo maior é financeiro: o preço de uma passagem de ônibus entre Rio Largo e Maceió (R$ 2,50) corresponde ao de cinco passagens de trem, que custa R$ 0,50 porque é subsidiada pelo governo. ?Mas, eu espero mais tempo para passar um ônibus, a viagem é mais demorada e a gente não desce no centro, como quando vai de trem?, diz Elieje de Lucena, moradora da Rua Major Prado, em Fernão Velho, e usuária do trem. O presidente do Sindicato dos Ferroviários disse que os grevistas tentaram negociar a manutenção de um número reduzido de viagens, mas os dirigentes da representação local da companhia alegaram não ter autorização para fechar esse tipo de acordo. As duas composições do único trem urbano de Alagoas fazem 16 viagens por dia; oito em cada sentido e, segundo a empresa, transportam em média de 5 mil a 6 mil pessoas.