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Donos de farm�cias amea�am fechar contra assaltos

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BLEINE OLIVEIRA Dirigentes do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sindfarmácia) cobraram, ontem, do governo do Estado, o fim dos assaltos a drogarias, sob ameaça de fechar as portas de seus estabelecimentos em protesto pelo que definem como total falta de segurança. ?Há 15 dias fui assaltado e só não morri por sorte. Os ladrões atiraram em mim?, disse o presidente do sindicato, Cláudio Almeida. Segundo ele, com base em estatísticas do próprio Sindfarmácia, de janeiro a julho deste ano, 32 farmácias foram assaltadas em Maceió. Um comerciante foi assassinado. Recebidos em audiência pelo vice-governador Luis Abílio de Souza, no Palácio Floriano Peixoto, na presença de toda a cúpula da Secretaria de Defesa Social, os comerciantes disseram que o número de ocorrências chega a mais de 100 nesse período, pois em muitos casos o mesmo estabelecimento foi assaltado três ou quatro vezes. Para os dirigentes do sindicato, a situação é insustentável, podendo inviabilizar o comércio varejista de medicamentos em Maceió, que tem cerca de 300 farmácias. Há cerca de dois meses, os donos de farmácias se reuniram com o comando da Polícia Militar, a quem solicitaram ações ostensivas nos bairros da periferia, onde tem sido maior o número de assaltos. O presidente do Sindfarmácia disse que, apesar da ?boa vontade? da SDS, os assaltos continuam a ocorrer, assustando os comerciantes. Por isso, a entidade representativa dos varejistas decidiu recorrer ao próprio governador do Estado, desta vez ameaçando fechar 80% das farmácias de Maceió. Após ouvir as queixas dos representantes do setor, o vice-governador Luis Abílio prometeu agir para que os comerciantes trabalhem em segurança. ?Foi uma reunião proveitosa. O governo garantiu que vai aumentar o efetivo policial nas ruas e adotar algumas outras medidas?, disse Cláudio Almeida. Contradição O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, que participou da reunião, disse que é importante que os comerciantes de Maceió, tanto do setor de farmácias como dos demais que estão sendo assaltos ? como postos de combustíveis, ônibus e supermercados ?, ?façam a sua parte, buscando meios próprios de se sentirem totalmente seguros?. Esses meios, explica ele, ?são providências para dotar os estabelecimentos de segurança eletrônica, por exemplo?. O secretário sugere a instalação de detetores de metais nos estabelecimentos.

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