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Esquema teria aluguel de contas banc�rias

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A ?conexão Caixa? descoberta pelo Ministério Público (MP) é o segundo ?ralo? pelo qual desapareceram os recursos desviados da Secretaria de Saúde. Segundo o promotor Sidrack Nascimento, do Núcleo de Combate à Sonegação, a investigação aponta para a Caixa Econômica e beneficiou apenas pessoas físicas. O primeiro caminho do dinheiro apontado pelas investigações surgiu na agência que operava as contas da Secretaria de Saúde no Banco do Brasil. Com os ofícios fraudados, os responsáveis pelo desfalque primeiro retiravam o dinheiro das contas públicas e os transferiam para contas de terceiros. Essas contas eram somente de pessoas jurídicas. São elas as 21 empresas que constam da relação apurada pela comissão de sindicância que realizou a investigação interna na secretaria. Aluguel de contas O MP descobriu que essas contas foram ?alugadas? por seus titulares. Em troca de um percentual, eles cediam as contas para receber o dinheiro, sacavam-no e repassavam aos autores do esquema. Os promotores identificaram o ex-secretário de Obras da Prefeitura de Feliz Deserto, José Moacir Beltrão de Araújo, como a pessoa que obteve tais contas, e Eduardo Martins Menezes Filho, como a que recebeu o dinheiro depois de sacado. O pai dele é apontado como a pessoa que fazia as transferências por meio dos ofícios fraudados. Agora, o Ministério Público descobriu outra ramificação na Caixa. Segundo o promotor Sidrack Nascimento, a operação era semelhante. A diferença é que as contas para onde ia o dinheiro não eram de pessoas jurídicas (empresas), mas de pessoas físicas. Essas contas receberam mais de R$ 1 milhão do total de R$ 3,6 milhões desviado. A GAZETA tentou ouvir ontem a direção da Caixa em Alagoas sobre o caso, mas seus dirigentes estavam recepcionando o presidente da instituição, Jorge Eduardo Levi Mattoso.

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