loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

MP processa Caixa por envolvimento em fraude

Ouvir
Compartilhar

FELIPE FARIAS O Ministério Público e o Estado vão processar a Caixa Econômica Federal por improbidade administrativa, informaram ontem os membros do Núcleo de Combate à Sonegação que investigam o rombo de R$ 3,6 milhões na Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). Segundo eles, a ação civil pública será impetrada ainda esta semana, porque o banco não está colaborando com a investigação sobre o desvio de recursos públicos da Sesau, que envolve repasses do governo federal. Segundo o promotor Cyro Blatter, o fato já foi comunicado ao presidente da Caixa, Jorge Eduardo Levi Mattoso, e ao ministro-chefe da Controladoria Geral da União, Waldir Pires. ?A ação será ajuizada em conjunto com o Estado de Alagoas, por meio de sua Procuradoria Geral, na Justiça Federal?, acrescentou Blatter. Os membros do Núcleo descobriram uma ramificação do desvio que aponta para a Caixa e beneficia apenas pessoas físicas. No Banco do Brasil, os depósitos ilegais beneficiavam só pessoas jurídicas. Nas contas da Caixa foram depositados R$ 1.094.462,00 dos mais de R$ 3,6 milhões desviados da Sesau. Quando os promotores pediram a relação dos beneficiários, a Caixa alegou sigilo bancário para não informar. A GAZETA apurou que a relação dos titulares dessas contas já é do conhecimento dos promotores, mas eles precisam que ela seja oficializada. Segundo o promotor Cyro Blatter, as transferências para essas contas se deram da mesma forma irregular como foram operadas as transferências no Banco do Brasil. Amanhã, o promotor Sidrack Nascimento deve ouvir um funcionário da Caixa sobre o caso e dar entrada na ação civil pública contra os responsáveis pelo desfalque, que, junto ao caso das Letras, é considerado o mais importante ajuizado pelo Núcleo nos últimos anos. O desvio na Sesau se deu por meio de transferências de recursos de contas da secretaria autorizadas apenas por ofícios, que traziam assinaturas falsificadas de dois dirigentes da Sesau. O chefe da Contabilidade da secretaria na época, Eduardo Martins Menezes, foi apontado como a pessoa que levava os ofícios à agência responsável pelas contas da Sesau e fazia as transferências.

Relacionadas