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Presidente da Caixa manda apurar caso Sesau

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FÁBIA ASSUMPÇÃO NIVIANE RODRIGUES O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Eduardo Levi Mattoso, anunciou, ontem, em Maceió, que determinou uma auditoria interna para verificar se há envolvimento de funcionários do banco no esquema de desvios de mais de R$ 3,6 milhões da Secretaria de Saúde. A informação sobre a possível a existência de dinheiro desviado da Sesau em contas na Caixa foi revelada na edição de ontem da GAZETA, pelo promotor do Ministério Público Estadual (MPE) Cyro Blatter. Ele adiantou que o MPE e o Estado entrarão com uma ação civil pública contra a Caixa. O motivo é que o Ministério Público pediu à Caixa os nomes dos titulares das contas que teriam recebido o dinheiro ilícito, e a Caixa teria se recusado a fornecê-los, alegando sigilo bancário. Segundo o MP, foi desviado para contas na Caixa ? de pessoas físicas ? R$ 1,09 milhão, dos R$ 3,6 milhões contabilizados na fraude até o momento. Mattoso chegou à capital na tarde de segunda-feira para participar, ontem de manhã, da assinatura de três convênios com o governo do Estado. Orientado por sua assessoria de imprensa, Jorge Mattoso quis evitar inicialmente falar sobre a decisão do Ministério Público de processar a Caixa Econômica por improbidade administrativa, já que foram descobertas novas ?conexões? no desvio da Secretaria de Saúde, que envolvem, inclusive, repasses do governo federal. Abordado pela imprensa ao chegar à Sala de Conselhos do Palácio Floriano Peixoto ? onde foi realizada a solenidade de assinatura dos convênios ?, o presidente da Caixa chegou a afirmar que só havia tomado conhecimento da decisão do Ministério Público por meio da GAZETA DE ALAGOAS. Notificação Mattoso alegou que, até sexta-feira, quando saiu de Brasília para compromissos em São Paulo, não havia recebido nenhuma notificação do Ministério Público sobre as ações de improbidade administrativa. Só na tarde de segunda-feira, ele teria sido informado pelo seu chefe de gabinete, em Brasília, de que um procurador do Ministério Público de Alagoas teria telefonado para falar sobre o assunto. O superintendente da Caixa Econômica em Alagoas, Edmilson Nobre, declarou que apenas há duas semanas recebeu, por meio de um ofício, uma notificação da Secretaria de Saúde solicitando informações sobre o suposto envolvimento de funcionários da Caixa no esquema de desvio. Segundo Edmilson Nobre, a assessoria jurídica do banco está avaliando se será preciso quebrar o sigilo bancário de correntistas. Mas não soube informar quando a assessoria jurídica estará concluindo essa análise. Em julho, quando a Polícia Federal instaurou inquérito para apurar o desvio de recursos da Secretaria de Saúde, dois gerentes da Caixa foram convocados para prestar depoimentos, depois da descoberta de que, dos 80 ofícios usados para transferências irregulares das contas da Saúde, 26 se referiam a contas na Caixa. A GAZETA publicou, ontem, informação do promotor Cyro Blatter de que os gerentes prestaram depoimento sob sigilo e sequer tiveram seus nomes divulgados. Na época, a assessoria da Caixa informou que desconhecia quem eram os gerentes que haviam prestado depoimento à PF. O gerente das contas da Saúde na agência Jaraguá, Francisco Padilha, também não compareceu para prestar depoimento à Comissão de Sindicância da Secretaria de Saúde, alegando problemas pessoais.

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