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Acusado ainda d� ordens no tr�fico

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MÁRIO LIMA O traficante Amauri Barbosa Ferreira, 38 anos, natural de Passo do Camaragibe, está sendo julgado na Justiça, por enquanto, pelas acusações de homicídio, mas sua folha corrida policial é muito maior. Ari foi, durante dez anos, principalmente nos anos 90, o maior traficante de maconha do Estado de Alagoas. No começo, ele mantinha sua base em Arapiraca, ponto estratégico no Agreste, para recepção, distribuição e transporte da droga. Seus principais fornecedores ficavam na divisa entre Alagoas, Pernambuco e Bahia, no chamado Polígono da Maconha, entre as cidades de Cabrobó, Salgueiro e Orocó, que nos tempos áureos chegavam a negociar 200 toneladas de maconha por mês. Ari viu que seu ?negócio? tinha futuro e se mudou para Maceió, no final dos anos 90, onde se impôs como ?rei? do tráfico, dominando um morro que hoje leva seu nome, à semelhança de traficantes cariocas. ?Aviões? De acordo com fontes da inteligência da Polícia Civil, o traficante armou toda uma estrutura de distribuição e venda nos bairros mais populosos de Maceió, e colocou no subcomando os chamados ?aviões?. E repartiu a zona de distribuição entre o traficante chamado Aldo ? um conhecido da polícia que hoje vive na clandestinidade, fechando os ?negócios? de Ari fora do presídio ? e Marquinhos, assassinado pela guerra do tráfico na capital. Eles dividiam as vendas nos bairros do Benedito Bentes, Tabuleiro e Riacho Doce (Aldo) e Jacintinho e Barro Duro (Marquinhos). Perfil De fala mansa, inteligente, com segundo grau completo, o traficante gosta de ostentar pulseiras e relógios caros e roupas coloridas. Ele chegou a ser preso antes, em 1998, mas fugiu da Delegacia de Repressão às Drogas (DRD), pela porta da frente. Depois de um tempo sumido, Ari comprou uma mansão em Riacho Doce e montou bases de operações no Morro do Ari, com um trabalho de aliciamento da comunidade. Seu esquema ficou abalado em 2000, quando seu braço direito, Marquinhos, foi assassinado no começo do ano. No comando Hoje, Ari continua a comandar o tráfico em Maceió, pelos telefones públicos instalados no Baldomero Cavalcanti, onde fecha seus negócios com seu parceiro Aldo. Sua última ?compra? foi desbaratada pela Polícia Federal, com a apreensão de 300 quilos de maconha, que seriam uma encomenda do grupo de Ari. Se a mercadoria chegasse ao destino, de acordo com o preço do mercado, o grupo poderia fazer dinheiro, já que o quilo da maconha está cotado hoje entre R$ 800 e R$ 1.000.

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