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MP exige informa��es da Caixa sobre caso Sesau

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FELIPE FARIAS O Ministério Público Estadual (MPE) vai rastrear os imóveis dos 56 envolvidos na fraude da Saúde, para pedir os bloqueios à Justiça, como garantia de pagamento, em caso de condenação. Medida nesse sentido foi tomada junto aos cartórios de registro, pelo Núcleo da Fazenda Pública, que anteontem deu entrada na ação de improbidade administrativa que pede o ressarcimento. Ontem, os integrantes do MPE impetraram a segunda medida judicial relativa ao caso: uma ação cautelar contra a Caixa Econômica Federal, para que a instituição forneça os documentos referentes às operações em sua agência onde há conta da Secretaria de Saúde, da qual também foram feitas transferências fraudulentas. O dinheiro dessas contas foi destinado apenas a pessoas físicas, beneficiadas com o total de R$ 1.094.462. O montante sacado do Banco do Brasil pelo esquema foi para pessoas jurídicas (empresas), em um total de R$ 2,56 milhões. ?A ação foi impetrada com pedido de liminar para que a Caixa nos forneça toda a movimentação e a relação de pessoas beneficiadas?, disse o promotor Cyro Blatter. A ação será julgada na 3ª Vara da Justiça Federal, cujo titular é o juiz federal Paulo Cordeiro. Diligências Ontem, o promotor Luiz Vasconcelos, que integrou o grupo que investigou o caso, fez pessoalmente as primeiras diligências e chegou a uma casa no bairro da Pajuçara que supostamente pertenceria a Maria Lúcia de Siqueira Silva, que se apresentou como esposa de Eduardo Martins Menezes, principal acusado pelo desfalque. Segundo informação recebida pelo Núcleo, Maria Lúcia estaria se desfazendo do imóvel. A primeira pista é a própria qualificação dos acusados, que consta da ação impetrada na 3ª Vara da Fazenda Pública. Como manda a lei, ela traz o nome das pessoas e empresas cujo envolvimento foi comprovado pelo MP, e os respectivos endereços (veja lista nesta página). É onde aparecem aspectos que causam estranheza, como o fato de pelo menos uma empresa e três pessoas físicas terem dado o mesmo endereço, na rua vizinha à da suposta casa de Maria Lúcia. O que chama a atenção é que o número informado como sendo o do imóvel não existe na rua.

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