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Clima entre funcion�rios do banco � de incerteza

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FELIPE FARIAS O superintendente do Banco do Brasil em Alagoas, Raimundo Terto, informou à GAZETA, por telefone, de São Paulo, que os auditores destacados de Brasília não encontraram indícios de dolo, má-fé ou envolvimento dos funcionários com Eduardo Martins Menezes. Ou seja: o pessoal do banco não estava combinado com o ex-funcionário da Sesau apontado como principal responsável pelo desvio. ?Houve, sim, uma falha de serviço na conferência das assinaturas que constavam dos ofícios. Esse é um passo importante [do processo de transferência dos recursos]que não foi cumprido; mas por causa da confiança [em Eduardo Martins Menezes], o pessoal relaxou em relação a isso?, informou. O superintendente disse também desconhecer se há prazo para o fim da tramitação do caso na Gerência de Pessoal do Banco do Brasil. A GAZETA apurou que o clima no Banco do Brasil em relação aos funcionários da agência é de incerteza, de que ?tudo é possível?. A cultura interna no banco em relação a casos dessa natureza é a seguinte: quando a fraude é bem feita, quando fica difícil para o funcionário constatar que houve falsificação, mediante a comparação com as assinaturas que constam nos cartões de autógrafos que existem no banco, a instituição assume sozinha o prejuízo. Quando, por outro lado, fica provado que a falsificação foi grosseira, que poderia ser detectada facilmente, o funcionário é quem paga. Nesse caso específico, porém, não se sabe se essa medida pode ser aplicada incondicionalmente, por causa dos valores milionários envolvidos na fraude. Por meio desse esquema, os envolvidos conseguiram desviar R$ 2.567.021,58 utilizando 80 ofícios. O dinheiro vai ser devolvido pelo banco à Sesau, pois, na prática , o BB reconheceu que o erro foi seu de efetuar as transferências irregulares a pedido de Eduardo Martins Menezes.

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