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Moradores v�o � Justi�a para recuperar edif�cios

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DORGIVAL JUNIOR O problema na estrutura física dos prédios da orla de Maceió pode ser evidenciado claramente em alguns edifícios situados no coração do bairro da Ponta Verde, considerado o metro quadrado mais caro da cidade. Um dos exemplos está no Itapiuna. Localizado na Avenida Deputado José Lages, o edifício vem perdendo o revestimento da fachada externa, dando origem a infiltrações em vários apartamentos. Temerosos, os moradores estão se organizando para pedir à Defesa Civil uma inspeção geral no prédio. Segundo eles, as cerâmicas, que despencam da parede do prédio, já atingiram automóveis estacionados na área externa do edifício. ?Depois deste incidente, tivemos que isolar um trecho da área social do prédio para evitar que alguém fosse atingido por alguma cerâmica que pudesse cair do revestimento. O reboco é feito de areia e barro. O cimento parece que não existe. Só em passar a mão, a massa cai. Sem a cerâmica, a chuva bate nas paredes externas e infiltra para os apartamentos?, disse a moradoraSolange Syllos. Ela disse ainda que as infiltrações que atingem o prédio acabam afetando as colunas e paredes de sustentação. ?Se o revestimento está caindo é porque ele não era de qualidade?, afirmou a moradora, lembrando que o prédio possui apenas sete anos de edificado. Um dos moradores que não quis se identificar informou que o caso foi levado à Justiça, com a construtora responsável sendo obrigada a efetuar a recuperação do edifício. ?A construtora recorreu da decisão judicial. Se ela tivesse cumprido com a determinação logo no início, o problema já teria sido resolvido e estaria em menor escala. Com o passar dos anos ele só se agravou. Agora, o caso vem se arrastando na Justiça?, acrescentou o morador, lembrando que os problemas no prédio existem desde a sua entrega. ?No meu apartamento existe muita infiltração. O problema ocorre com maior intensidade no teto. Um dia coloquei uma rede e quando sentei com minha esposa os prendedores despencaram da parede. Caímos no chão. Com a cerâmica também veio parte do reboco. Pagamos caro por um prédio com sérios problemas. A gente tem sempre que estar pintando as paredes por causa das infiltrações?, disse Guilliano Raposo, morador. Centro O mesmo problema com a fachada, mas com conseqüências menos desastrosas, está ocorrendo no edifício Barão de Penedo, localizado no centro da cidade. De acordo com os proprietários de escritórios existentes no prédio comercial, a cerâmica que reveste externamente o edifício começou a se desgastar e, em alguns casos, a cair. O temor de infiltrações acaba deixando em alerta os donos de escritórios. ?Para evitar que o problema se agrave, já fizemos uma assembléia com todos os proprietários dos escritórios onde resolvemos pagar um taxa extra no intuito de resolver o problema. As obras devem ser iniciadas só no próximo ano. A construtora que fez o prédio acabou usando cerâmica de qualidade inferior?, disse a auxiliar de escritório do condomínio, Isabel dos Anjos, lembrando que o edifício de 12 anos possui 14 andares e 15 escritórios por andar. Operação O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) e a Secretaria Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU) estão deflagrando nas próximas semanas uma operação de fiscalização para detectar novos prédios com problemas estruturais em Maceió.

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