loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

As promessas que podem ficar no papel

Ouvir
Compartilhar

FERNANDO COELHO Pelo menos na televisão, as imagens que mostram as obras prometidas pelos candidatos a prefeito de Maceió são impressionantes. É um novo eixo viário, no Vale do Reginaldo, um novo aterro sanitário, na região em que hoje fica o lixão, um novo pólo integrado de turismo, uma nova proposta de despoluição do complexo lagunar Mundaú Manguaba. Enfim, é uma nova Maceió. Mas será que, na prática, o futuro prefeito conseguirá executar todas essas obras ? mesmo que ele seja o mais bem intencionado administrador público da história da capital? Para responder essa pergunta, a GAZETA confrontou as propostas dos dois candidatos com a opinião de técnicos e especialistas em urbanismo, tráfego, engenharia sanitária e meio ambiente. Segundo eles, a maioria dessas obras dificilmente sairá do papel. Até por uma questão de matemática. Durante o ano de 2005, o futuro prefeito de Maceió terá à sua disposição apenas R$ 619 milhões para administrar a capital. Mesmo que esse montante represente um incremento de 12% em relação aos números de 2004, o valor não é nem de longe suficiente para tirar os projetos da maquete ? ainda que o futuro prefeito se torne um mágico na captação de recursos externos para a cidade. Não bastasse a inviabilidade orçamentária, os técnicos ainda fazem outro alerta: boa parte dessas obras não trarão a solução prometida para os problemas urbanos de Maceió. Crescimento desordenado, falta de planejamento urbano, ruas e avenidas estreitas tornam a cada dia o trânsito de Maceió mais caótico. Segundo um levantamento da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito ? SMTT, são quatro os principais pontos de congestionamento da capital: a Avenida Juca Sampaio, no Jacintinho; a Avenida General Hermes, na Cambona; a Avenida Gustavo Paiva, na Mangabeiras e, é claro, a Avenida Fernandes Lima, no Farol. Nos chamados horários de pico, a Fernandes Lima é a campeã, com um fluxo de 4 mil veículos por hora, nos dois sentidos. Por isso, a via arterial é indicada como prioridade número um nos projetos dos dois candidatos. A solução sugerida por ambos é a mesma: a construção de uma via marginal pelo Vale do Reginaldo, contemplando ainda o saneamento do riacho do Salgadinho, que desafogaria o tráfego na avenida. ?Esse projeto existe desde 1985, mas nunca foi concretizado?, diz o arquiteto e urbanista Pedro Cabral. A diferença atual entre as propostas dos dois candidatos variam apenas na extensão das obras e nos valores orçados por cada equipe. Leia nas páginas E3 e E4

Relacionadas