Cidades
Mutir�o desencalha 600 processos de presos
FÁBIA ASSUMPÇÃO Cerca de 600 processos, em um universo de 1.700 presos do sistema penitenciário em Alagoas, deverão ser analisados durante o mutirão de execução penal, a que o Tribunal de Justiça de Alagoas deu início ontem e vai até a sexta-feira, nos presídios Baldomero Cavalcanti, Cirydião Durval e Santa Luzia, em Maceió. Na próxima semana, o mutirão vai ser realizado no presídio de Arapiraca. O objetivo do esforço concentrado é acelerar o andamento de processo de soltura de presos, mudança de regime e livramento condicional, que estão encalhados e, com isso, acabam provocando superlotação nos presídios. O mutirão mobiliza cerca de 60 servidores da Justiça, sendo oito juizes, oito promotores, dez defensores públicos (que estão no Cirydão Durval), 20 estagiários e quatro advogados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Por causa do mutirão, a segurança no presídio Baldomero Cavalcanti foi reforçada, ontem, por policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE). De acordo com o secretário-executivo de Ressocialização, Valter Gama, a realização do mutirão de execução penal pode ajudar a reduzir a superpopulação carcerária no Estado. ?As delegacias estão abarrotadas de presos, porque não temos como transferi-los?. De acordo com a Secretaria, existem hoje cerca de 2.100 pessoas presas. Destas, 400 são albergados (cumprem pena em regime aberto) e cerca de 1.700 estão encarcerados. Só no Baldomero são 600 presos, quando o presídio tem capacidade para 444. No Cirydão Durval, que tem capacidade para 320 presos, estão encarcerados 626.