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Promotores aguardam informa��es

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O promotor Cyro Blatter, da Fazenda Pública Estadual, estima que em uma semana a Caixa Econômica preste as informações relativas às operações que resultaram no rombo na Saúde. A determinação para isso consta da liminar concedida pelo juiz Paulo Machado Cordeiro, da 3ª Vara da Justiça Federal, atendendo ação cautelar impetrada pelo Ministério Público Estadual. Para Blatter, isso vai permitir que o MP acione os acusados de envolvimento na ramificação da fraude que passa pelas contas da Secretaria de Saúde na Caixa, que, para ele, pode ter envolvimento de funcionários do banco. ?É deplorável, mas estamos, sim, trabalhando com a possibilidade de envolvimento de funcionários da Caixa?, disse o promotor, do Núcleo da Fazenda Estadual do MP e um dos três membros do grupo de promotores que investiga o desvio na Saúde, de R$ 3,6 milhões. Na semana passada, o Banco do Brasil oficializou sua decisão de devolver todo o montante desviado das contas da Sesau em sua agência, calculado em R$ 2,5 milhões. Com isso, foi excluído da condição de envolvido na ação de improbidade impetrada pelo MP contra os acusados pelo desvio. Auditoria interna determinada pela direção do BB, em Brasília, apurou que não houve conluio, ou seja, envolvimento de seus funcionários com Eduardo Martins Menezes, apontado como mentor da fraude. Entretanto, o MP identificou uma ramificação do desfalque operada na Caixa, onde a Sesau também possui contas. Esse ramo beneficiaria apenas pessoas físicas, que teriam recebido o dinheiro desviado. O total desviado em contas da Saúde na Caixa, segundo o MP, é de R$ 1,094 milhão. Para Blatter, a suspeita de envolvimento de funcionários da Caixa se baseia na ?facilidade com que o dinheiro saiu? das contas da Secretaria no banco. Para ele, a resistência da instituição em ceder as informações pedidas pelo MP pode ser outro indício desse envolvimento. ?Só podemos afirmar algo quando tivermos provas, mas não deixa de poder haver ligação entre uma coisa e outra?, confirmou. Demora O juiz da 3ª Vara da Fazenda Estadual, Manoel Cavalcante de Lima Neto, informou que a tramitação da ação impetrada pelo MP contra 56 pessoas e empresas deve levar pelo menos seis meses. ?Há um número significativo de pessoas de Sergipe e qualquer medida em relação a elas depende do Judiciário de lá?, justificou. Como o feriado alusivo ao Dia do Servidor Público foi antecipado para ontem, não houve expediente na Justiça Estadual. Os relacionados pelo MP na ação serão notificados a apresentar defesa prévia, que será analisada pelo juiz. Se ele avaliar que não há motivo que justifique a exclusão da pessoa nesse momento, ela passa à condição de ré no processo. ?Isso não quer dizer que não possa ocorrer a exclusão em outro momento, mais adiante?, esclareceu o magistrado. (FF)

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